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A Polícia Civil do Distrito Federal fez uma megaoperação na manhã desta quarta-feira (10/10) para desarticular organização criminosa interestadual que atua no tráfico de drogas e roubo de carga. A ação coordenada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco) ocorreu simultaneamente no DF e em mais seis estados: Goiás, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco.

De acordo com a polícia, os investigados desviavam cargas da Região Sul para São Paulo, Paraná e DF. Da capital federal, o produto do roubo seguia para o Nordeste. As mercadorias serviam como moeda de troca para os entorpecentes, comercializados no Distrito Federal e em Goiás. Com o dinheiro obtido por meio da atividade criminosa, a quadrilha adquiria imóveis e carros de luxo.

As investigações, que duraram cerca de nove meses, apontam que o líder da organização é Antonio Cesar Campanaro, conhecido como Toninho do Pó. Segundo a PCDF, ele comandava as ações criminosas da cidade de Cristalina (GO).

Toninho do Pó foi preso na manhã de quarta em Morro de São Paulo (BA), município baiano distante 250 quilômetros de Salvador.

A polícia informou que o líder da organização contava com o apoio de dois “gerentes”. Eles eram responsáveis para recrutar motoristas e falsificar notas fiscais dos produtos roubados. Parte da carga era levada para o Paraguai e trocada por contrabando.

Em outra vertente do esquema, Toninho do Pó mantinha negócio “com vigorosa atuação na seara do tráfico de drogas”, conforme informou a PCDF.

Dentro da Hilux de um dos presos, os policiais encontraram R$ 76 mil escondidos em um fundo falso do banco.

Foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão e cerca de 48 prisões. Os mandados, provenientes de dois inquéritos, foram expedidos pela Vara Criminal de Recanto das Emas e pela 1ª Vara de Entorpecentes de Brasília.

A PCDF pediu auxílio do Ministério da Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Receita Federal, do Exército Brasileiro e da Aeronáutica.

A operação, batizada de Torre de Babel, mobilizou 300 policiais, entre delegados e agentes. Além de dois helicópteros, duas aeronaves, um ônibus e 60 viaturas. A operação também contou com o
apoio de duas aeronaves da FAB, utilizadas para deslocamento e diligências em Santa Catarina e demais localidades. Toda a operação foi monitorada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN).

O nome da operação refere-se à grande quantidade de cidades alvo da atuação do grupo criminoso e ao grande número de forças mobilizadas para desarticular o esquema.

Confira imagens das prisões e apreensões feitas no Sul do país: