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Segurança

Mensagens mostram obsessão de ex por funcionário da Latam

Frederico Bruno é acusado de matar Ricardo Pio no Parque da Cidade em dezembro

Saulo Araújo30/01/2018 17:13, atualizado 31/01/2018 06:53
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Facebook/Reprodução
Mensagens mostram obsessão de ex por funcionário da Latam

O mistério que cercava o assassinato do funcionário da Latam Linhas Áreas, no Parque da Cidade, foi desvendado. Nessa terça-feira (30/1), investigadores da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) apresentaram provas materiais que apontam Frederico Bruno da Silva (foto em destaque/E), 42 anos, como responsável por tirar a vida de Ricardo Pio Rodrigues (foto em destaque/D), 42. O crime ocorreu em 22 de dezembro, próximo ao Pavilhão de Exposições.

O suspeito dizia não ter saído de casa no dia do crime, mas, pelos registros do Condomínio RK, em Sobradinho, ele deixou a residência 0h51 e retornou por volta das 2h. O crime ocorreu entre 1h e 1h30. Além disso, câmeras de monitoramento do parque flagraram o carro dele, um Palio Prata, próximo ao local do crime.

Veja vídeo divulgado pela polícia:

Frederico foi preso no dia 2 de janeiro, em casa. Nessa terça (30), a 1ª DP pediu ao Judiciário a conversão da prisão temporária em preventiva.

De acordo com os trabalhos conduzidos pela unidade policial, vítima e algoz trabalhavam na mesma empresa e mantinham relacionamento amoroso havia mais de dois anos. O fim do namoro teria despertado a ira do acusado, que passou a perseguir o ex-companheiro.

Por mensagens de celular, Frederico demonstrava ser ciumento e possessivo. Diante das negativas da vítima em reatar o namoro, ele começou a ameaçá-lo. “Ele exigia, inclusive, que o Ricardo fizesse chamada de vídeo para provar onde estava”, informou o chefe da 1ª DP, João Ataliba Neto.

Saulo Araújo/Metrópoles
Registro das entradas e saídas de Frederico Bruno no Condomínio RK na noite do crime

Floresta dos Sussurros
Segundo Ataliba, antes do rompimento, o casal cultivava o hábito de frequentar o parque para se relacionar com outras pessoas.

Como mostrou o Metrópoles no sábado (27), a região do Parque da Cidade próxima ao Pavilhão de Exposições é conhecida como Floresta dos Sussurros, onde homens de todas as idades e classes sociais se reúnem para transar a qualquer hora do dia ou da noite.

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6 imagens
A perícia da Polícia Civil foi acionada
Pessoas que faziam caminhada no parque pararam para ver o que tinha acontecido
Foram encontradas marcas de sangue na roupa da vítima
O corpo foi encontrado por volta das 7h
Imagem registrada por Jussara Lima, moradora da Asa Sul, que estava caminhando no parque
O corpo foi encontrado de bruços, com a calça um pouco abaixada
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O corpo foi encontrado de bruços, com a calça um pouco abaixada

Michael Melo/Metrópoles
A perícia da Polícia Civil foi acionada
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A perícia da Polícia Civil foi acionada

Michael Melo/Metrópoles
Pessoas que faziam caminhada no parque pararam para ver o que tinha acontecido
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Pessoas que faziam caminhada no parque pararam para ver o que tinha acontecido

Michael Melo/Metrópoles
Foram encontradas marcas de sangue na roupa da vítima
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Foram encontradas marcas de sangue na roupa da vítima

Michael Melo/Metrópoles
O corpo foi encontrado por volta das 7h
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O corpo foi encontrado por volta das 7h

Divulgação/PMDF
Imagem registrada por Jussara Lima, moradora da Asa Sul, que estava caminhando no parque
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Imagem registrada por Jussara Lima, moradora da Asa Sul, que estava caminhando no parque

Jussara Lima/Arquivo Pessoal

O crime
O corpo de Ricardo Pio Rodrigues foi encontrado por vigilantes do Parque da Cidade no dia 22 de dezembro, às 7h. Ele havia sido baleado no peito. O funcionário da Latam vestia calça parcialmente arriada e camiseta regata preta, que estava suja de sangue. A perícia recolheu relógio, celular, boné, chaves de um carro e um pote de gel lubrificante supostamente pertencentes à vítima.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que a área é de responsabilidade do 1º Batalhão e conta com um posto de segurança comunitária 24 horas, policiamento montado e motociclístico, além das viaturas específicas durante o dia e a noite.

“Ressaltamos ainda que os estacionamentos, onde há uma maior mancha criminal, têm policiamento reforçado. Em 2017, tivemos uma queda de 12% no número de ocorrências registradas no parque, graças ao empenho da PMDF”, informou a corporação. Ainda de acordo com a PM, houve 40 chamados atendidos no Parque da Cidade em 2017, contra 45 em 2016.