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O patrulhamento da Polícia Militar do Distrito Federal foi reforçado, nesta terça-feira (8/8), com a entrega de 145 sofisticadas novas viaturas. O objetivo do investimento nos veículos Toyota modelo Corolla — com custo de R$ 100,3 mil cada — é melhorar a qualidade do trabalho policial e dar maior agilidade no atendimento às ocorrências. Entretanto, uma norma da corporação restringe a circulação desses carros.

De acordo com uma ordem de serviço expedida pelo Comando de Policiamento Regional Metropolitano, as novas viaturas não poderão atender ocorrências acionadas pela central telefônica, exceto em situações “extremamente graves”, que deverão ser justificadas. Os policiais militares só poderão intervir nas situações com as quais se depararem ou quando solicitado diretamente pela comunidade.

Segundo a ordem de serviço, as viaturas serão mantidas com as portas fechadas, com pelo menos um policial militar fora do carro. “A VTR deverá ser posicionada conforme previsto no plano de operações no ponto exato da previsão”, estabelece.

O ofício, datado de 4 de agosto, prevê que esse policiamento seja realizado exclusivamente com as viaturas do modelo Corolla em “pontos de demonstração”, para aumentar a “sensação de segurança e diminuir o sentimento de medo por parte dos cidadãos do DF”.

A medida, entretanto, desagradou policiais militares ouvidos pelo Metrópoles, que reclamam de terem de passar o dia todo dentro da viatura, não podendo rodar ou serem acionados.

Operação Brasília
A assessoria de imprensa da PMDF informou que, a partir de hoje, as viaturas serão utilizadas na Operação Brasília em pontos estratégicos com o objetivo de “serem facilmente avistadas e disponíveis para a população”. Estes pontos, segundo a PM, serão alternados para que seja possível cobrir áreas diferentes, conforme a mancha criminal.

As novas viaturas, no entanto, poderão se deslocar para atendimento de ocorrências, segundo a corporação. “Estar em ponto de demonstração não exclui o atendimento à população e ocorrências, caso necessário”, registraram em nota.

“Não haverá prejuízo ao patrulhamento das cidades. A exemplo disso, hoje, com poucas horas de operação, uma equipe policial recuperou um veículo roubado na Asa Norte, comprovando a eficiência dessa Operação e do policiamento realizado com as novas viaturas”, afirmou a corporação.

Polêmicas na compra
A aquisição, inciada no final do ano passado, gerou polêmica até mesmo dentro da corporação, dividindo os militares. Em grupos de WhatsApp, muitos policiais criticaram a falta de economicidade da proposta e pediram que a verba fosse aplicada na construção e no reparo dos batalhões. Outros agentes diziam que, com veículos melhores, o policiamento nas ruas do DF seria beneficiado.

A justificativa para os preços mais elevados dos automóveis da PM, segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, estaria na instalação de acessórios característicos das viaturas. O processo licitatório, de acordo com a PM, considerou a relação custo e benefício para a aquisição das viaturas, que são equipadas com câmbio automático CVT de oito marchas, duas baterias, sete airbags e rotolight com lâmpada de LED.

 

 

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