Justiça decreta prisão preventiva para jovem “batizado” pelo PCC no DF

Juíza constatou que flagrante não ostenta qualquer ilegalidade. Outros oito membros da facção foram detidos pela PCDF na última sexta-feira

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1 de 1 prisão4 - Foto: Michael Melo/Metrópoles

Um jovem de 20 anos, detido em flagrante por integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), teve a prisão preventiva decretada. A decisão é da 5ª Vara Criminal de Brasília. Investigadores encontraram provas de que ele foi “batizado” pela facção neste ano, no Distrito Federal. Essa é a primeira vez que a Polícia Civil local (PCDF) prende um criminoso em flagrante por integrar a organização paulista. Outros oito membros foram detidos na última sexta-feira (22/3) no âmbito da Operação Continuum.

O jovem estava na casa de um dos alvos investigados pela corporação. Não tinha mandado de prisão contra ele, mas, durante as buscas, os policiais recolheram materiais que comprovam a ligação do rapaz com a organização criminosa.

Na audiência de custódia, realizada no sábado (23), a juíza Flávia Oliveira constatou que o flagrante não ostenta qualquer ilegalidade e é materialmente válido. Ao decretar a prisão preventiva do criminoso, a magistrada detalhou que foi possível identificar, a partir do celular do autuado e de outros documentos apreendidos, que o suspeito integra o PCC. Um bloco de notas apreendido comprova que o preso foi “batizado” em 23 de fevereiro deste ano.

“Além disso, a periculosidade social do custodiado pode ser verificada a partir da sua folha de antecedentes. Ele ostenta condenação definitiva pela prática de crime de roubo, além de ter sido recentemente condenado em 1ª instância por receptação”, destaca a juíza. “Acrescente-se, ainda, a certidão de passagens do indiciado pelas Varas da Infância e da Juventude, a qual corrobora a agressividade externada por ele ao comprovar que já cumpriu medida socioeducativa pela prática de ato infracional análogo ao crime de roubo”, completou.

A investigação foi conduzida pela Divisão de Repressão às Facções Criminosas, da Coordenação Especial de Repressão à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (Difac/Cecor) e pelo Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal (Nupri/MPDFT).
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Delegados Maurílio Coelho e Leonardo de Castro
De acordo com o delegado Maurílio Coelho, a polícia recebeu com tranquilidade a informação sobre a chegada do grupo, uma vez que a corporação vem fazendo a repressão qualificada das facções criminosas
No mesmo dia em que a Polícia Civil percorria as ruas do DF e de São Paulo à procura dos criminosos, a Polícia Federal e a Força Aérea Brasileira (FAB) transportavam o líder máximo do PCC de Rondônia para Brasília
Desde 2012, a polícia realiza operações contra o PCC
A facção definiu uma série de terminologias para facilitar a comunicação dentro da Papuda
Todos os presos pertencem à facção e contribuíam cometendo crimes ou recrutando novos integrantes, incluindo menores de idade
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Todos os presos pertencem à facção e contribuíam cometendo crimes ou recrutando novos integrantes, incluindo menores de idade

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Delegados Maurílio Coelho e Leonardo de Castro
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Delegados Maurílio Coelho e Leonardo de Castro

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De acordo com o delegado Maurílio Coelho, a polícia recebeu com tranquilidade a informação sobre a chegada do grupo, uma vez que a corporação vem fazendo a repressão qualificada das facções criminosas
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De acordo com o delegado Maurílio Coelho, a polícia recebeu com tranquilidade a informação sobre a chegada do grupo, uma vez que a corporação vem fazendo a repressão qualificada das facções criminosas

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No mesmo dia em que a Polícia Civil percorria as ruas do DF e de São Paulo à procura dos criminosos, a Polícia Federal e a Força Aérea Brasileira (FAB) transportavam o líder máximo do PCC de Rondônia para Brasília
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No mesmo dia em que a Polícia Civil percorria as ruas do DF e de São Paulo à procura dos criminosos, a Polícia Federal e a Força Aérea Brasileira (FAB) transportavam o líder máximo do PCC de Rondônia para Brasília

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Desde 2012, a polícia realiza operações contra o PCC
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Desde 2012, a polícia realiza operações contra o PCC

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A facção definiu uma série de terminologias para facilitar a comunicação dentro da Papuda
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A facção definiu uma série de terminologias para facilitar a comunicação dentro da Papuda

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Investigadores identificaram que a facção brasiliense havia sido criada nos mesmos moldes da organização paulista
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Investigadores identificaram que a facção brasiliense havia sido criada nos mesmos moldes da organização paulista

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A polícia define as células criminosas como um “câncer”
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A polícia define as células criminosas como um “câncer”

Segundo as investigações policiais, a história do PCC em Brasília começou em 5 de março de 2001
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Segundo as investigações policiais, a história do PCC em Brasília começou em 5 de março de 2001

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Em um período de seis anos, cerca de 300 pessoas foram presas
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Em um período de seis anos, cerca de 300 pessoas foram presas

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Lista de associados
Oito pessoas foram presas na operação realizada na última sexta-feira (22). Os investigados foram indiciados por organização criminosa. “Todos os presos pertencem à facção e contribuíam cometendo crimes ou recrutando novos integrantes, incluindo menores de idade”, explicou do delegado Leonardo de Castro. No DF, os policiais fizeram buscas em Ceilândia, Santa Maria e Sobradinho 2.

De acordo com o delegado, durante a operação, os policiais localizaram registros de batismo dos criminosos. É uma espécie de documento (veja abaixo) que todos os associados do PCC precisam ter para provar o elo com a facção. O papel traz informações como nome completo, idade, telefone, dados dos padrinho, data do batismo e dívidas de drogas.

Os novos alvos da PCDF foram lideranças que não haviam sido identificadas na Operação Fora do Ar, deflagrada em dezembro. De acordo com as investigações, os suspeitos exerciam funções de chefia na capital federal. Uma mulher segue foragida.

As provas reunidas pela polícia demonstram articulação entre os faccionados e a discussão sobre os mais variados assuntos, como o tráfico de entorpecentes, a cooptação de adolescentes para futura integração ao grupo, a implementação de um “setor do paiol” para o estoque de armas e as movimentações ocorridas no sistema prisional, cujas tratativas já consideravam a possível vinda de outras lideranças nacionais ao Presídio Federal do DF.

Um homem preso em Osasco (SP) é apontado como o “sintonia do progresso”, uma função importante da facção. Ele cuidava da venda de drogas no varejo. Também era responsável por dar ordens aos criminosos que integravam a célula desarticulada pela PCDF.

“Temos percebido que essa facção está levando as lideranças para outros estados, mas isso não tem surtido efeito, pois conseguimos localizá-los e prendê-los. Recolhemos anotações com informações de todos os integrantes da quadrilha que atuam no Distrito Federal. O material estava na casa do líder paulista”, detalhou o delegado-chefe da Divisão de Repressão às Facções Criminosas (Difac), Maurílio Coelho.

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Atualmente o homem está preso na Penitenciária Federal de Brasília
Além de Marcola, outros três integrantes do PCC vieram no mesmo voo e vão ficar em Brasília: Cláudio Barbará da Silva, Patrik Wellinton Salomão e Pedro Luiz da Silva Moraes, o Chacal
Algemados, os quatro foram colocados em um comboio fortemente armado, que seguiu para o presídio
Já estão na Penitenciária Federal de Brasília Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, irmão de Marcola; Antônio José Müller, o Granada; e Reinaldo Teixeira dos Santos, conhecido como Funchal ou Tio Sam
Segundo diligências policiais, a história do PCC em Brasília começou em 5 de março de 2001, após o chefe máximo da organização desembarcar no DF. Depois de peregrinar por diversos presídios do país, Marcos Herbas Camacho, o “Marcola”, foi recolhido ao Centro de Internação e Reeducação (CIR), na Papuda, complexo gerido pelo governo local
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Segundo diligências policiais, a história do PCC em Brasília começou em 5 de março de 2001, após o chefe máximo da organização desembarcar no DF. Depois de peregrinar por diversos presídios do país, Marcos Herbas Camacho, o “Marcola”, foi recolhido ao Centro de Internação e Reeducação (CIR), na Papuda, complexo gerido pelo governo local

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Atualmente o homem está preso na Penitenciária Federal de Brasília
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Atualmente o homem está preso na Penitenciária Federal de Brasília

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Além de Marcola, outros três integrantes do PCC vieram no mesmo voo e vão ficar em Brasília: Cláudio Barbará da Silva, Patrik Wellinton Salomão e Pedro Luiz da Silva Moraes, o Chacal
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Além de Marcola, outros três integrantes do PCC vieram no mesmo voo e vão ficar em Brasília: Cláudio Barbará da Silva, Patrik Wellinton Salomão e Pedro Luiz da Silva Moraes, o Chacal

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Algemados, os quatro foram colocados em um comboio fortemente armado, que seguiu para o presídio
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Algemados, os quatro foram colocados em um comboio fortemente armado, que seguiu para o presídio

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Já estão na Penitenciária Federal de Brasília Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, irmão de Marcola; Antônio José Müller, o Granada; e Reinaldo Teixeira dos Santos, conhecido como Funchal ou Tio Sam
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Já estão na Penitenciária Federal de Brasília Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, irmão de Marcola; Antônio José Müller, o Granada; e Reinaldo Teixeira dos Santos, conhecido como Funchal ou Tio Sam

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Transferência de líderes
Na última sexta, a Polícia Federal e a Força Aérea Brasileira (FAB) transportaram o líder máximo do PCC de Rondônia para Brasília. Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, desembarcou na Base Aérea e seguiu para o Presídio Federal do DF, onde permanecerá detido.

Ele não veio só. Outros três integrantes chegaram no mesmo voo: Cláudio Barbará da Silva, Patrik Wellinton Salomão e Pedro Luiz da Silva Moraes, o Chacal. Além deles, cumprem pena na penitenciária federal de Brasília: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, irmão de Marcola; Antônio José Müller, o Granada; e Reinaldo Teixeira dos Santos, conhecido como Funchal ou Tio Sam.

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