Jovem que dopou e matou idoso para roubar R$ 35 mil é “fria e sem empatia”, diz PCDF

Sthefany Virginia Inácio Rodrigues, 21, e outros dois comparsas tentavam subtrair dinheiro de seguro que Ricardo Flávio dos Santos receberia

atualizado 27/11/2020 18:54

Imagem cedida ao Metrópoles

Em depoimento a agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Sthefany Virginia Inácio Rodrigues, de 21 anos, não demonstrou qualquer remorso após ter matado em uma emboscada o homem com o qual tinha um relacionamento. A jovem é acusada pelo crime de latrocínio contra Ricardo Flávio dos Santos, 69 anos. O objetivo era roubar R$ 35 mil reais da vítima.

O assassinato ocorreu na quarta-feira (25/11). Segundo as investigações, foi Sthefany quem atraiu Ricardo para sua residência, no Sol Nascente, e então dopou o homem com 15 gotas de Rivotril.

Após passarem uma tarde tentando sacar o dinheiro que a vítima conseguiu devido ao seguro do carro, os criminosos decidiram matar o homem para que ele não descobrisse o crime. Por volta de 23h dessa quarta-feira (25/11), os criminosos o executaram, utilizando um fio de antena de TV.

O agente de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagens (DER-DF) Alberto Nascimento Lima e outro homem, de 21 anos, foram comparsas de Stephany no crime. Procurado pelo Metrópoles, o DER informou que não comentará o assunto.

“Ela era uma psicopata, com diagnóstico clínico e tomava antipsicóticos poderosos. Essa foi uma das raras ocasiões em que me impressionei na polícia, ao ver como funciona a mente de um psicopata. Eles são extremamente hábeis em manipular pessoas e não têm nenhuma empatia ou respeito pela vida humana”, disse o delegado da PCDF Isac Azevedo.

As autoridades identificaram que os autores chegaram a fazer inúmeras compras com o cartão de débito da vítima. Na mesma quinta-feira, após descobrirem o ocorrido, agentes foram até a casa da mulher acusada de participar do crime e encontraram o cadáver.

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Após campana, os policiais flagraram a mulher chegando em casa com um galão de 5 litros de gasolina, que seria usado para queimar o corpo da vítima. Segundo a PCDF, os autores iriam levar o cadáver para Águas Lindas (GO), no Entorno do Distrito Federal.

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