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O homem que roubou e matou a facadas a servidora do Ministério da Cultura e mestranda da Universidade de Brasília (UnB) Maria Vanessa Veiga Esteves, 55 anos, em agosto de 2017, foi condenado a 26 anos.

A decisão é da juíza Ana Cláudia Loiola de Morais Mendes, da 1ª Vara Criminal de Brasília. Pesou na condenação de Alecsandro de Lima Dias, 26, os antecedentes e a participação de um adolescente  de 15 anos no crime.

Alecsandro cumpria prisão domiciliar e tinha passagens por receptação e dois assaltos. Ele e o menor apreendido costumavam roubar cartões de crédito de moradores e frequentadores da Asa Norte. Na noite de 8 de agosto do ano passado, por volta das 23h, eles abordaram Maria Vanessa Veiga Esteves no estacionamento entre os blocos B e C da 408 Norte.

Segundo testemunhas e imagens de câmeras de segurança recolhidas pela Polícia Civil, ela não reagiu ao assalto. Entregou a bolsa aos ladrões e disse que eles podiam “levar tudo”, mas foi agarrada por um dos homens e recebeu, de outro, uma facada nas costas.  Imagens das câmeras de segurança de um dos blocos próximos ao crime flagraram os criminosos correndo. Um deles carrega a bolsa da vítima. Logo depois, Maria Vanessa aparece ferida na gravação.

 

Veja vídeo:

A servidora não resistiu ao ferimento e morreu no local. Os bandidos fugiram: uma faca, supostamente usada no crime, foi localizada pouco depois, a 200m do corpo, jogada no gramado da residencial. Os suspeitos também deixaram para trás a bolsa – o acessório foi encontrado em um contêiner de lixo próximo ao bloco B da 208 Norte. Os ladrões, então, se esconderam em uma quitinete da 208 Norte quando foram detidos por agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).

No julgamento, foram ouvidos dois policiais civis e uma moradora da quadra. Ela relatou ter escutado gritos de socorro e ter visto da janela os dois criminosos segurando a servidora pública. Os policiais relataram no tribunal que, quando encontraram Alecsandro, na quitinete, ele confessou o crime e afirmou que o adolescente havia golpeado a servidora e que não havia concordado com a violência.

A defesa de Alecsandro pediu que ele não fosse julgado por latrocínio, já que o menor que teria esfaqueado a vítima. No entanto, a juíza entendeu que “uma vez que ambos já saíram à procura de alguém para praticar um roubo, cada um deles com uma faca, já sabiam, de antemão, que a violência empreendida com o artefato, contra qualquer pessoa, poderia resultar em algo mais grave do que uma simples lesão, como, aliás, resultou” e manteve a condenação.

 

 

 

 

 

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