Grupo suspeito de fraude milionária na CEB é alvo da PCDF

A primeira fase da operação foi deflagrada em outubro de 2019 e teve por objetivo desarticular esquemas de corrupção

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atualizado 14/01/2020 9:04

A Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrou a segunda fase da Operação Apate. Policiais e promotores cumprem, nesta terça-feira (14/01/2020), três mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão nas residências e nos locais de trabalho de funcionários da Companhia Energética de Brasília (CEB).

A primeira fase da operação foi deflagrada em outubro de 2019 e teve por objetivo desarticular esquemas de corrupção cometidos por um grupo que estaria fazendo diversos tipos de fraudes e desvios na arrecadação da CEB, causando prejuízos estimados em R$ 20 milhões à empresa e, consequentemente, ao Distrito Federal.

Os indícios apurados pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da  Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor) dão conta de que os suspeitos — empregados da CEB e particulares —, promoveram troca de titularidade de contas de energia elétrica para suprimir o pagamento de dívidas anteriores, instalação e cadastramento de medidores de energia elétrica em ligações irregulares, além do desvio de materiais de propriedade da companha.

Por meio da análise do material apreendido na primeira etapa, os investigadores chegaram a outros três empregados públicos suspeitos de participação no crime.

Nova fase

A nova fase tem como objetivo alcançar esses indivíduos que teriam papel fundamental na aplicação da fraude, visto que são responsáveis diretamente por manipular os sistemas informatizados da CEB a fim de dar aparência de licitude às fraudes praticadas pelo grupo. De acordo com a PCDF, eles possuem acesso aos materiais da empresa.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da CEB, localizada no SIA, no posto do Na Hora do Gama e nas residências dos investigados, em Taguatinga, e no Novo Gama (GO), no Entorno do DF.

O grupo é suspeito de cometer os crimes de organização criminosa, peculato, corrupção passiva, falsidade ideológica e estelionato contra a administração pública.

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