Grupo que deu golpe de R$ 6 milhões em sites de vendas é preso no DF

Os estelionatários lesaram muitos consumidores mediante falsificação de boletos bancários para aquisição de celulares, computadores e TVs

Divulgação/PCDFDivulgação/PCDF

atualizado 19/06/2018 14:01

A Polícia Civil do DF, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), identificou uma associação criminosa que causou, entre janeiro e junho deste ano, um prejuízo estimado em cerca de R$ 6 milhões. O montante é referente a apenas um site de vendas da internet.

A fraude cometida pelo grupo era sofisticada. Eles conseguiam identificar o momento em que as vítimas recebiam boletos referentes a compras na internet. Com isso, trocavam o código de barras do documento que seria pago e os substituíam por códigos de barras de outros que emitiam em produtos que adquiriram. Ou seja, a vítima pagava um boleto de uma compra que não era a dela e ficava sem receber a mercadoria que encomendou.

Os criminosos cadastravam nos sites de venda um mesmo endereço. Por dia, eram entregues cerca de dez encomendas no local, informou a polícia. Durante a operação, foram apreendidos dezenas de produtos dos mais variados tipos, como 200 aparelhos celulares de última geração, 20 computadores, televisores e 800 caixas de bebidas alcoólicas. As apreensões, segundo a polícia, são estimadas em ao menos R$ 700 mil.

A ação desencadeada sexta-feira (15/6) resultou na prisão em flagrante de duas mulheres em uma casa no Cruzeiro Velho. Elas seriam responsáveis por receber os produtos. A residência foi alugada pela quadrilha e funcionava como uma espécie de depósito. Outros dois integrantes do grupo estão foragidos. Entre eles, está o homem apontado com o líder da organização criminosa.

As investigações também comprovaram que os investigados são donos de uma loja de pesca localizada em um shopping da Asa Norte.

“Havia crianças na residência, o que ajudava a passar uma imagem de legalidade, de um ambiente familiar. Durante a prisão em flagrante, chegou um novo carregamento de celulares. A movimentação de mercadorias era intensa. Pilhas de caixas naquele local já haviam sido registradas por meio de imagens de satélite”, disse o delegado Rodrigo Carbone.

Ainda de acordo com Carbone, é importante alertar para os consumidores não efetuarem pagamentos de segunda via nem de origem duvidosa. “Geralmente, os estelionatários enviavam um segundo boleto com valor inferior ao da compra original. Nesse caso, é preciso verificar o nome do beneficiário, o número do código de barras. Se tiver dúvidas, não pague”, alertou o delegado.

Segundo a Corf, os estelionatários lesaram ao menos mil consumidores no Distrito Federal. A fraude também pode ter deixado vítimas em outros estados. Os criminosos agiam há pelo menos dois anos.

Mirelle Pinheiro/Metrópoles
Delegado Rodrigo Carbone

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