GDF: policiais civis entregam carta na qual aceitam paridade parcelada
Documento foi levado pelo sindicato da categoria ao governador, Ibaneis Rocha, nesta segunda-feira (25/2)
atualizado
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Lideranças do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) entregaram na tarde desta segunda-feira (25/2) ao governador, Ibaneis Rocha (MDB), uma carta na qual aceitam a proposta de receber o reajuste salarial de 37% parcelado em seis vezes.
O encontro entre representantes dos agentes da corporação com o chefe do Executivo local ocorreu no Palácio do Buriti e significou uma pedra a menos no sapato de Ibaneis, que devolverá, em pílulas, a histórica paridade salarial da Polícia Civil (PCDF) com a Polícia Federal.
Pela proposta, o Governo do Distrito Federal (GDF) bancará o aumento em prestações. A primeira, de 10%, será paga ainda em 2019. Outros 13% serão aplicados em 2020, e, por fim, 14% em 2021.
Para o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco, o Gaúcho, a medida não é a mais adequada, mas indica boa vontade do GDF em “devolver à PCDF um direito histórico”. A Secretaria de Fazenda calcula que o reajuste terá um impacto de R$ 96 milhões na folha de pagamento do funcionalismo local.
A reunião contou com a presença do líder do governo na Câmara Legislativa, deputado Cláudio Abrantes (PDT), e do secretário de Segurança Pública, Anderson Torres.
FCDF
O salário dos policiais civis é pago com recursos do Fundo Constitucional desde janeiro de 2003, com a publicação da Lei n° 10.633/02. A paridade com a Polícia Federal é histórica: vem desde a fundação de Brasília. Na época, policiais civis e federais eram chefiados pelo mesmo órgão: o Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP).
Em meados dos anos 1960, o DFSP foi extinto e, em seguida, criou-se o Departamento de Polícia Federal (DPF), uma espécie de certidão de nascimento da PF. Naquele momento, recriou-se a Polícia Civil do Distrito Federal.
Sobre a paridade, Gaúcho disse que Ibaneis já solicitou agenda com o secretário-executivo de Planejamento, Esteves Colnago. Após a entrega da proposta a Colnago, o texto segue o seguinte rito: Casa Civil da Presidência da República e, depois, a mensagem é enviada ao Congresso.
