Delegado que matou ladrão no Lago Sul agiu em legítima defesa, diz PCDF

Criminoso de 20 anos e um comparsa invadiram a casa no momento em que o policial almoçava com os pais

atualizado 10/05/2020 21:23

homem correndoImagem cedida ao Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal considera que a morte do ladrão que invadiu o almoço de Dia das Mães de uma família, na tarde deste domingo (10/05), na QI 17, no Lago Sul, ocorreu em legítima defesa. No local, um delegado da PCDF reagiu ao assalto e atirou no invasor, de 20 anos, que estava em liberdade provisória desde 2019 e já tinha passagens por roubo e tráfico.

Um segundo criminoso conseguiu fugir após ouvir os disparos contra o comparsa. Apesar de equipes da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) passarem o dia na rua, ele ainda não localizado.

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Conforme explica o delegado Welington Barros, responsável pelo caso, a dupla invadiu a casa por volta de meio-dia. Na residência estavam o delegado da 4ª DP (Guará) com o pai dele, delegado aposentado, conversando na cozinha enquanto que na sala estavam a mãe e a esposa. “Eles ouviram um grito meio abafado da mãe e logo apareceu o outro indivíduo na cozinha”, relata.

Houve um momento de tensão na cozinha, com o ladrão querendo revistar os dois homens. Em um movimento rápido, o delegado de polícia conseguiu empurrar a mão do invasor e efetuou cerca de três disparos. “Ele se utilizou dos meios necessários e do treinamento que é dado aos policiais”, comenta Barros.

O Metrópoles teve acesso a imagens de câmeras de segurança instaladas em uma das casas da quadra. Nas gravações, é possível ver o suspeito que conseguiu escapar. “Ao ouvir os tiros, o outro indivíduo fugiu”, diz o investigador.

Insegurança

Moradores do conjunto onde houve a ocorrência deste domingo contaram ao Metrópoles que não é a primeira vez que situações dessa natureza acontecem no local. Trata-se do terceiro roubo do tipo na quadra, segundo relataram.

Na semana passada, houve um assalto à noite, quando uma moradora estava sozinha em casa. Dois assaltantes pularam a cerca e, assustada, a mulher se escondeu no banheiro. Ela conseguiu acionar a polícia, mas os bandidos fugiram.

“Sempre há algum tipo de furto, mas nunca com essa gravidade. Temos um grupo de WhatsApp conectado com policiais militares do Batalhão do Lago Sul e eles geralmente agem muito rapidamente”, assinalou um morador que pediu para não ser identificado.

Uma das vizinhas da família que teve a casa invadida disse ser a primeira vez que ela soube de um crime desse alcance no conjunto residencial. “Moro aqui há 12 anos e nunca tive notícias assim. Aqui é muito seguro, as casas são monitoradas.”

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