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Segurança

Acusado de matar desembargador na Asa Sul é preso pela PM

"Coquinho" estava foragido por não regressar ao sistema prisional após o beneficio do saidão

12/05/2017 10:36, atualizado 12/05/2017 14:18
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Acusado de matar desembargador na Asa Sul é preso pela PM

Hélio Carneiro dos Santos, 43 anos, foi preso pela Polícia Militar na noite desta quinta-feira (11/5), no Setor Tradicional de Brazlândia. Conhecido como “Coquinho”, Hélio foi condenado por envolvimento na morte do desembargador aposentado Irajá Pimentel, em março de 2002, na 216 Sul.

Hélio Carneiro dos Santos, 43 anos.

De acordo com a PM, o carro do foragido, que é ex-policial militar, foi visto na Quadra 19 da região. Os policiais fizeram uma campana para prendê-lo no momento em que coquinho fosse pegar o veículo. Após duas horas de espera, os militares conseguiram deter o acusado.

Coquinho estava foragido por não regressar ao sistema prisional após o beneficio do saidão. Ele foi encaminhado para a 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), onde está à disposição da Justiça.⁠⁠⁠⁠

Roubo de caminhões
Em abril do ano passado, Hélio chegou a ser preso pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos do DF (DRFV) em uma operação para desmembrar uma quadrilha especializada no furto de caminhões, guinchos, tratores, adulteração de sinais identificadores e falsificação de documentos.

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O grupo agia havia mais de um ano e costumava furtar veículos estacionados em postos de gasolina nas cidades de Brazlândia, Ceilândia, Taguatinga, Luizânia (GO), Valparaíso (GO) e Santo Antônio do Descoberto (GO). O ex-policial foi considerado pelos investigadores um dos líderes da quadrilha. Devido à demora na tramitação do processo na Justiça, Hélio conseguiu o habeas corpus após a operação.

Homicídio
Irajá Pimentel, 62 anos, foi morto com três tiros às 9h47 de 15 de março de 2002. Ele e a esposa, Heloísa Pimentel, foram abordados por um homem que estava em um carro preto.

Pimentel morreu antes mesmo de chegar ao hospital. A mulher foi atingida no rosto, ficou ferida, mas sobreviveu. O motivo do homicídio seria uma disputa por terras. O desembargador, inclusive, chegou a mover uma ação contra os acusados de homicídio. Nove pessoas são acusadas de participar do crime.