Segunda Via: PCDF apreende 21kg de pedras preciosas avaliadas em R$ 1,5 mi
Os acusados, segundo as investigações, usavam empresas de fachada no nome de “laranjas” para lavar dinheiro do crime
atualizado
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Policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) apreenderam, na manhã desta quinta-feira (7/10), cerca de 21 kg de pedras preciosas no âmbito da Operação Segunda Via. A ação investiga uma quadrilha liderada por um pastor de igreja evangélica suspeita de fraude de segunda via de pedidos de cartões de crédito, uso de documento falso, invasão e venda irregular de imóveis, parcelamento de terras, comercialização ilegal de munições, armas e pedras preciosas, especialmente esmeraldas.
Entre o material apreendido na operação desta quinta, estão 6 kg de esmeraldas, 3 kg de rubi e 12 kg de alexandrita. As pedras estão avaliadas em R$ 1,5 milhão. Um simulacro de arma de fogo também foi localizado. No total, foram apreendidos R$ 34 mil 1,5 mil dólares em espécie.
Os acusados, segundo as investigações, usavam empresas de fachada no nome de “laranjas” para lavar dinheiro do crime. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois de prisões temporárias em Águas Claras, no Guará, em Taguatinga, no Riacho Fundo 2 e no Park Way.
https://youtu.be/IB6zUYOeC_8
A investigação teve início no ano passado, quando a Corf começou a apurar fraude em solicitações de segunda via de cartões. Os policiais descobriram que a quadrilha tinha acesso a dados de vítimas, residentes sobretudo na Região Nordeste, e solicitavam aos bancos um novo cartão de crédito.
Com base em Brasília, os suspeitos passaram a contar com a colaboração de um porteiro, que recebia as correspondências em endereços de Vicente Pires e Asa Sul.
Apenas em um endereço, a Corf identificou o recebimento de 200 cartões. O porteiro recebia cerca de R$ 50 de cada correspondência. Com os cartões em mãos, os criminosos gastavam, em média, de R$ 2 mil a R$ 3 mil.
Durante o levantamento de informações, os investigadores constataram uma série de outros crimes cometidos pelo mesmo grupo. Liderados pelo religioso, os suspeitos também invadiam casas no Distrito Federal, falsificavam documentos e vendiam os imóveis para terceiros de boa-fé.
Um dos lotes chegou a ser parcelado ilicitamente. A quadrilha também se dedicava ao comércio irregular de munições e armas de fogo, como as de calibre .9 mm e .40. Outro crime identificado foi a compra e venda ilegal de pedras preciosas.














