Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Secretário sobre reforço na segurança em saída de Sara Winter: "Precaução"

Ele afirma que líder bolsonarista só deixa a Colmeia no fim da noite: "Só sai no fim do dia, às 23 horas, 59 minutos e 58 segundos [sic]"

23/06/2020 19:18, atualizado 23/06/2020 19:28
Compartilhar notícia

A saída da líder do grupo extremista 300 do Brasil, Sara Winter, da Penitenciária Feminina do Distrito Federal ligou o alerta para as forças de segurança da capital.

Em entrevista ao Metrópoles, o secretário de Administração Penitenciária, Adval Cardoso, afirmou que vai reforçar a segurança do presídio durante a liberação da ativista.

“Por precaução, vamos montar um esquema especial de segurança. Nossa inteligência está trabalhando em cima disso, pois existe uma possibilidade de que o pessoal do grupo dela vá até o local. Portanto, por via das dúvidas, achamos melhor reforçar.”

Cardoso afirma que Sara Winter só deixará a Colmeia no fim da noite: “Só sai no fim do dia, às 23 horas, 59 minutos e 58 segundos [sic]”.

A liberação da militante ocorre após decisão da Justiça de não prorrogar o pedido de prisão temporária por mais cinco dias. Atualmente, a extremista se encontra reclusa em cela isolada por risco de retaliações internas.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
Secretário sobre reforço na segurança em saída de Sara Winter: “Precaução” - destaque galeria
4 imagens
Sara Winter e o grupo 300 do Brasil na frente da Polícia Federal
Sara Winter foi presa na manhã dessa segunda-feira (15/06)
Líder do movimento 300 do Brasil é alvo de inquérito no STF contra fake news
Sara Winter em frente à manifestação de apoiadores do presidente da República, Bolsonaro, no estacionamento do TSE, durante julgamento de ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro e Mourão
1 de 4

Sara Winter em frente à manifestação de apoiadores do presidente da República, Bolsonaro, no estacionamento do TSE, durante julgamento de ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro e Mourão

Igo Estrela/Metrópoles
Sara Winter e o grupo 300 do Brasil na frente da Polícia Federal
2 de 4

Sara Winter e o grupo 300 do Brasil na frente da Polícia Federal

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Sara Winter foi presa na manhã dessa segunda-feira (15/06)
3 de 4

Sara Winter foi presa na manhã dessa segunda-feira (15/06)

Igo Estrela/Metrópoles
Líder do movimento 300 do Brasil é alvo de inquérito no STF contra fake news
4 de 4

Líder do movimento 300 do Brasil é alvo de inquérito no STF contra fake news

Igo Estrela/Metrópoles

O Metrópoles apurou detalhes da rotina de Sara Winter na prisão. Desde que foi transferida ao presídio, a jovem permanece quieta, obedece todas as determinações impostas, não tem regalias e é incentivada, por motivos de saúde, a praticar exercícios físicos durante o banho de sol.

“Nesse período, as presas correm e fazem atividades aeróbicas. Já os homens, jogam futebol”, informou uma fonte à reportagem.

Investigação

Sara foi denunciada pelo Ministério Público Federal por ameaçar o ministro Alexandre de Moraes nas redes sociais. Ela disse que transformaria a vida do ministro em um “inferno” após ela ter sido incluída no inquérito das fake news.

Em oitiva, a bolsonarista ficou calada ao ser questionada sobre o motivo das ameaças e negou participação no ato que envolveu a queima de fogos em direção ao prédio do STF.

De acordo com a defesa da bolsonarista, Sara teria agido “pelo calor do momento” ao disparar contra Moraes. As ameaças foram feitas minutos após a chegada da PF à casa dela, no cumprimento de um mandado de busca e apreensão no inquérito contra as fake news.