Tempo seco contribui para evitar aumento de mortes por dengue no DF
De acordo com levantamento da pasta, quantidade de óbitos se manteve em 33. Período sem chuvas inibe ação do Aedes aegypti
atualizado
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O número de mortes por dengue no Distrito Federal se manteve em 33, conforme balanço epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) nesta segunda-feira (15/07/2019). De acordo com a pasta, a estabilização na quantidade de óbitos se deve, entre outros fatores, ao início do período de seca na capital, que inibe a ação do vetor transmissor: o Aedes aegypti.
Ainda de acordo com o levantamento, por outro lado, houve incremento de casos prováveis da doença, que saltaram de 34 mil para 35 mil no período de uma semana. Todos os dados registrados foram computados entre 1º de janeiro e 6 de julho.
Segundo a pasta, o maior número de incidências da dengue segue sendo na região norte, que abrange as cidades de Planaltina, Sobradinho e Fercal. Ao todo, foram 7.439 episódios e 10 mortes nessas localidades. Logo atrás aparece a região leste: São Sebastião, Paranoá e Jardim Botânico, com 6.946 casos e cinco óbitos.
Epidemia
Para o subsecretário Vigilância em Saúde, Divino Valério Martins, a epidemia ainda não está controlada. “Não acabou. O que se pode dizer é que houve uma queda e estamos trabalhando e intensificando para, literalmente, acabar por completo”, frisou.
Divino destacou que há uma predominância do vírus tipo 2, que é o mais grave. “Uma morte já é lamentável, mas nós estamos falando aqui de um processo epidêmico, sobre o qual todas as ações estão sendo tomadas”, pontuou.
O GDF promete reforçar o sistema de prevenção contra a dengue em 2020, com contratação de mais profissionais para as equipes da Atenção Primária (Saúde em Casa), e aplicações de fumacê. O governo, porém, não estabeleceu valores de investimento nessas ações.
