Mais duas mortes por dengue são confirmadas no DF. Número sobe para 31

Mesmo assim, tendas da força-tarefa de combate ao Aedes aegypti começaram a ser desativadas. Saúde diz que os números já estão caindo

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atualizado 28/06/2019 13:48

Mais duas pessoas morreram de dengue no Distrito Federal neste ano. Agora, o número de vítimas da doença subiu para 31. Apesar disso, de acordo com a Secretaria de Saúde, a epidemia apresenta tendência de queda. Por este motivo, as tendas da força-tarefa de combate ao mosquito Aedes aegypti começaram a ser desativadas, no dia 30 de junho. Os atendimentos serão transferidos para outro locais.

Segundo o governo, foram notificados 35 mil casos da doença — 31 mil são considerados suspeitos e são investigados. Deste total, 666 foram confirmados e se referem ao tipo mais grave da dengue. Quase a totalidade, ou 95,9%, dos pacientes são residentes no DF. Entre as óbitos, a região Norte da capital foi a que registrou o maior número vítimas: 10 casos. Por outro lado, 47 pessoas com quadros graves conseguiram sobreviver com tratamento adequado.

As tendas fizeram o atendimento de 34.017 pessoas. Deste total, 23 mil estavam com suspeita da doença, 7 mil receberam hidratação ou medicação. Enquanto 651 precisaram ser socorridos em hospitais. Contudo, o número de pessoas que procuram as tendas caiu radicalmente. A partir de agora, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil fazem um trabalho preventivo nos focos de dengue.

Os dois óbitos recentes ocorreram em Planaltina. A Secretaria de Saúde ainda investiga outros dois casos. A Defesa Civil está atendendo pedidos de visita feitos pelo telefone 199.

Segundo o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Ricardo Ramos, o número de atendimentos na primeira semana de operação das tendas foi de 8 mil. Na seguinte, pulou para 9 mil. Depois começaram a cair, registrando 7 mil e depois 6 mil. E a última contagem semanal marcou 5 mil.

Epidemia
No entanto, de acordo com o subsecretário Vigilância em Saúde, Divino Valério Martins, a epidemia de dengue ainda não está controlada. “Não acabou. O que se pode dizer é que houve uma queda e estamos trabalhando e intensificando para literalmente acabar com ela por completo”, frisou.

Divino destacou que há uma predominância do vírus tipo 2, que é mais grave. “Uma morte já é lamentável. Mas nós estamos falando aqui de um processo epidêmico, sobre o qual todas as ações estão sendo tomadas”, pontuou. O GDF promete reforçar o sistema de prevenção contra a dengue em 2020, com contratação de mais profissionais para as equipes da Atenção Primária (Saúde em Casa), aplicações de fumacê. No entanto, o governo não estabeleceu valores de investimento nestas ações.

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