Risco de infecção. Empresa suspende serviço de esterilização nos hospitais do DF e Samu

As atividades foram interrompidas nesta sexta-feira (8/1). De acordo com a FBM Farma, GDF passou 20 meses sem pagar o serviço e deve R$ 2,95 milhões. Secretaria de Saúde nega a suspensão

atualizado

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equipamento médico cirurgia
1 de 1 equipamento médico cirurgia - Foto: Pixabay

A lista de problemas na saúde pública do Distrito Federal vai engrossar. A FBM Farma, empresa responsável pela esterilização de materiais nos hospitais públicos brasilienses, parou de realizar o serviço na sexta-feira (8/1) por falta de pagamento. A expectativa é que, se a situação não for regularizada, cirurgias e exames comecem a ser desmarcados, além de tornar inúteis os equipamentos utilizados anteriormente.

A suspensão é apenas mais um exemplo do caos que virou o setor, que sofre com a falta de profissionais, medicamentos e insumos.

“Sem a esterilização, o estoque de materiais deve durar apenas 12 dias”, afirma Alessandro Silva, superintendente da FBM. De acordo com ele, o processo de esterilização dos equipamentos médicos é vital para evitar infecções hospitalares em procedimentos cirúrgicos e outras operações.

A empresa oferece a esterilização utilizando equipamentos como lavadora ultrassônica, termodesinfectadora, incubadoras com leitura rápida e aeração com sistema de exaustão de 27 trocas de ar por hora.

O superintendente da FBM explica o motivo da suspensão do serviço: “Pediram para que eu segurasse por mais tempo, mas não dá. O GDF não pagou a empresa em nenhum mês de 2014 e passou oito meses de 2015 sem entregar um centavo.” Ao total, a dívida do governo público chegaria a R$ 2,95 milhões, segundo a empresa.

Secretaria nega
Em nota, a Secretaria de Saúde do DF negou a paralisação do serviço e garantiu que os pagamentos estão sendo feitos de forma regular. Para o órgão consta apenas uma dívida de R$ 88 mil por multas contratuais.

Apesar da negativa do órgão, unidades da rede pública, como o Hospital de Base do DF (HBDF), começaram a alterar a rotina para economizar no uso dos equipamentos e suprir – por algum tempo – a falta do serviço de esterilização oferecido pela FBM.

Nesta segunda (11), o Núcleo de Enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebeu um documento, de um departamento chamado GENF/SES, informando a interrupção dos serviços prestados pela FBM. A empresa também é responsável pelo reprocessamento dos materiais de assistência ventilatória da equipe

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