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A família do professor da rede pública de ensino do Distrito Federal Francisco Carlos Monteiro Wolfgram, 50 anos, precisa novamente de ajuda. Diagnosticado com um câncer raro no braço direito em julho, o docente, morador do Gama, luta para arcar com o tratamento na rede particular de saúde do DF.

De acordo com a esposa de Francisco, a também professora Heliane Amor Wolfgram, 46, o marido retirou um tumor de 2,6kg em setembro. Mas, para a surpresa da família, um mês depois, os médicos descobriram que o câncer havia se espalhado e afetava pulmões, rins e ossos. “O tratamento pensado para ele foi todo por água abaixo. Ele faria algumas sessões de radioterapia e depois tomaria medicação, mas, após o novo diagnóstico, a rádio foi descartada”, diz.

O Metrópoles contou a luta da família para angariar fundos logo após a operação do professor. Agora, ele precisa tomar dois remédios (Zelboraf e o Cotellic) ao dia, que, segundo a Secretaria de Saúde, não são padronizados. Francisco usa quatro caixas de Zelboraf – cada uma custa R$ 10 mil –, e uma caixa de Cotellic – R$ 21 mil, por mês.

Desesperada, a família entrou com uma ação contra a União e o Governo do Distrito Federal (GDF). Heliane destaca que, apesar de não ser envolvido, o Ministério da Saúde se comprometeu a arcar com as despesas dos medicamentos, depositando a quantia.

“Conseguimos, em dezembro, através da Justiça, o remédio Zelboraf. O Cotellic, que custa R$ 21 mil, ainda estamos comprando. Temos atualmente uma dívida mensal de R$ 5 mil até 2020, referente às medicações que já adquirimos, aumentando a cada mês. Mesmo que recebamos os remédios, ainda temos que pagar os que não foram fornecidos desde o início do tratamento [em outubro]. Além da medicação, pagamos, a cada três meses, o exame PET-CT, que custa R$ 3,55 mil”, conta

Já fizemos bazar, galinhada, feijoada e vou vender algumas coisas que ganhamos na internet. Tudo que conseguimos de dinheiro vai para a compra da medicação."
Heliane Amor Wolfgram

Francisco precisa fazer exames e consultas a cada 15 dias. “O câncer sofreu uma mutação genética. As células cancerígenas ficaram ainda mais fortes e agressivas”, relata. “Graças a Deus, ele está bem. Quando descobrimos, ficamos muito abalados. Nem os médicos esperavam que o tumor fosse se espalhar tão rapidamente. Mas, com a medicação, ele melhorou bastante. Os exames de sangue comprovam que muitas células malignas estão se normalizando”, disse.

Para Heliane, a situação só não está pior porque a família conseguiu fazer um plano de saúde. Segundo ela, são cobertos os custos com exames simples, consultas e a fisioterapia, mas não o tratamento contra o câncer.

O dia a dia de Francisco também mudou. O tumor deixou sequelas e ele não consegue mais levantar o braço. Por isso, não voltará a dar aulas e só poderá dirigir um carro adaptado. “Ele perdeu 30% da força do braço direito. Tem um linfedema [acúmulo de líquidos], e o membro fica inchado porque não consegue mais drenar o líquido. Mas a gente continua lutando, pois a cada dia vemos uma melhora”, ressalta.

Ajude
Para ajudar a família de professores, você pode entrar em contato com Heliane, pelo telefone: (61) 99112-3777. Ela recebe produtos para vender em bazares. É possível contribuir através da campanha de arrecadação on-line #FORÇACHICÃO, e fazer depósitos em conta bancária. Seguem os dados:

BRB
Agência: 255
CC: 004115-6
Francisco Carlos Monteiro Wolfgram

Caixa Econômica Federal
Agência: 0655
CC: 30124-8
Francisco Carlos Monteiro Wolfgram

Banco do Brasil
Agência:1606-3
CC: 67067-7
Priscila Braga Wolfgram