Ministério da Saúde lamenta morte de índio morto por coronavírus

Israel Tiago Martins morava no Distrito Federal desde fevereiro do ano passado. Ele sofria de diabetes e hipertensão

atualizado 27/03/2020 22:45

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), lamentou a morte do índio Israel Tiago Martins (foto em destaque), 40 anos, ocorrida na noite desta sexta-feira (27/03). Ele é o primeiro registro de óbito por coronavírus registrado no Distrito Federal.

Natural de Mato Grosso, Pareci (nome indígena) morava em São Carlos (SP) e chegou ao DF em fevereiro do ano passado. Morava desde 2020 no Assentamento Rota do Cavalo.

O índio deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho, nesta sexta (27/03), após sentir desconforto respiratório e febre.

Já internado, o quadro evoluiu para síndrome respiratória grave. O paciente apresentava histórico de hipertensão e diabetes.

Em nota, a Sesai afirmou que “permanece atenta” e que trabalha para atender aos 800 mil indígenas aldeados e presentes nos 34 Distritos Sanitários Especiais em todo o Brasil.

Segundo a pasta, desde janeiro deste ano, uma série de documentos técnicos foi encaminhada aos povos indígenas, gestores e colaboradores para que medidas de prevenção à doença fossem adotadas.

Vítima de violência

Em 2019, Israel Tiago virou notícia quando teve o braço direito amputado após ser espancado por três pessoas. Ele era ajudante de serralheiro em São Carlos, São Paulo.

As agressões sofridas foram fotografadas e chegaram até a então Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília, o que fez Israel desembarcar no DF.

 

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