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Francisco das Chagas Alves, de 68 anos, não esperava receber nesta terça-feira (6/2) em sua casa, na Vila Planalto, a visita surpresa da equipe do programa de atenção domiciliar da Região Centro- Norte, que nesta época tem levado as festividades do Carnaval para todos os pacientes em internação domiciliar.

O idoso, que sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs) – popularmente conhecido como derrame cerebral – se encontra hoje em cadeira de rodas, tendo sua pressão e batimentos cardíacos aferidos periodicamente pela equipe multidisciplinar de saúde. Mas ele não contava com a irreverência dos pandeiros e marchinhas de Carnaval cantadas durante o atendimento. “É maravilhoso”, agradeceu.

Francisco, que trabalhava como garimpeiro na Serra Pelada, no Pará, tinha sido dado como desaparecido há quase 30 anos, quando finalmente foi encontrado por sua família no interior paraense em 2015, já em estado grave de saúde. Ao ser levado para o Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, uma bateria de exames descobriu que ele tinha sofrido os AVCs. Depois que teve alta, Francisco tem recebido os cuidados do atendimento domiciliar.

Francisco de Chagas se alegrou ao receber a visita do programa de atenção domiciliar da Região Centro-Norte

 

Para a irmã e cuidadora do idoso, Francisca de Assis Silva, 54 anos, o trabalho oferecido pela equipe é de uma valia imensa. “Esse atendimento é maravilhoso, de um carinho e dedicação sem igual. Um cuidado enorme com o paciente, com a nossa família. Sempre preocupados em trazer a alegria, seja no Natal, Carnaval, São João”, elogiou.

Também na Vila Planalto a equipe visitou a aposentada Maria Ferreira Lucena, de 70 anos. Mesmo usando um respiradouro e deitada na cama, ela não se acanhou em brincar com um dos pandeiros enquanto as marchinhas eram cantadas. Ao mesmo tempo, a equipe de profissionais analisava a coordenação da idosa e monitorava seu estado de saúde.

A paciente sofre de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) – quando o coração já não consegue bombear o sangue eficazmente -, hipertensão, diabetes e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), caracterizada pela dificuldade de respirar. Mas para a alegria da família e dos cuidadores, a idosa tem agora um quadro estável de saúde desde que recebeu alta do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde ficou internada por quatro meses.

“Essa assistência que eles dão é excelente. Não só as visitas levando essa alegria toda, mas os serviços de uma forma geral, de atendimentos e medicamentos, em que eles tem um cuidado enorme com ela. Acho um ótimo trabalho”, disse a irmã de Maria, Sebastiana Ferreira Lucena, 53 anos.

Apesar da enfermidade de dona Maria Ferreira Lucena, ela não se intimidou em participar da folia

 

Segundo a médica Vanessa Vasconcelos Carvalho, gerente do Serviço de Atenção Domiciliar da Região Centro-Norte, era difícil para a família de Maria levá-la em consultas no hospital. “E ela internava com frequência. Para evitar que seja internada novamente, a gente faz todo esse acompanhamento em casa e aproveitamos para trazer um pouco de alegria e descontração”.

Até esta quarta-feira (7) a equipe estará visitando pacientes em seus domicílios, incluindo os atendidos na Casa do Ceará – instituição filantrópica sediada na Asa Norte. São bebês, idosos e pessoas acidentadas que moram na Octogonal e na Asa Norte.

Atuação
 O Serviço de Atenção Domiciliar é uma modalidade de atenção à saúde, substitutiva ou complementar a outras modalidades de atendimento existentes. São ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com o propósito de diminuir a demanda por atendimento hospitalar e/ou reduzir o período de permanência de usuários internados, humanizar a atenção e ampliar a autonomia dos usuários.

O serviço é oferecido pela rede pública de saúde do Distrito Federal há aproximadamente quatro anos. Para ser beneficiada, a pessoa precisa ser encaminhada por um hospital público ou unidade básica de saúde (UBS). Os que tiverem interesse no serviço também podem procurar mais informações no telefone (61) 3327 3098. (Informações da Secretaria de Saúde)

 

 

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