Apontado como operador de esquema da propina na Saúde troca de cargo

Por conta das denúncias, Marcello Nóbrega entrou na mira da Operação Drácon, que investiga a destinação de emendas parlamentares

atualizado

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marcello nóbrega
1 de 1 marcello nóbrega - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O subsecretário de Infraestrutura e Logística da Secretaria de Saúde, Marcello Nóbrega, trocou de cargo. Ele teve o seu nome mencionado em conversas gravadas pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, sobre uma suposta corrupção em contratos do governoSegundo depoimento da sindicalista à CPI da Saúde, Nóbrega seria um dos operadores do esquema. Por conta das denúncias, ele também entrou na mira da Operação Drácon, que investiga a destinação de emendas parlamentares em troca de propina. Homem de confiança do Buriti, foi lotado na nova Secretaria das Cidades, conforme publicado nesta sexta-feira (16/9) no Diário Oficial do DF.

Nas redes sociais, circula uma mensagem de despedida atribuída a Nóbrega: “Gostaria de informar que estou indo para novos horizontes e dessa vez fora da SES! Foi um grande prazer poder iniciar mudanças, fazer parte das mudanças e sugerir futuras mudanças na gestão. E provar que é possível, pois para um pequeno grupo de opositores ações enfrentadas e transpostas por esse grupo estavam na linha do impossível.”

Reprodução/DODF

 

Segundo Marli Rodrigues disse à CPI, Marcello Nóbrega teria sido indicado pela primeira-dama Márcia Rollemberg e era quem segurava os processos e atrapalhava o trabalho dos secretários que passaram pela pasta. Ele também foi o responsável, de acordo com Marli, por rasgar uma nota de empenho da compra de marca-passos, que posteriormente acabaram sendo adquiridos com valor acima do mercado.

No dia 19 de agosto, Nóbrega prestou depoimento à CPI. Ele foi convocado a depor depois que Marli contou que o esquema envolvia a quebra da ordem dos pagamentos feitos pelo ex-diretor do Fundo de Saúde do Distrito Federal, Ricardo Cardoso, indicado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Com a ajuda de um servidor – que a sindicalista identificou como Vanderlan Ribeiro -, eles apontariam defeitos, muitas vezes inexistentes, para que os processos tivessem de ser revistos e empresas ligadas ao esquema recebessem antes.

À comissão, Nóbrega negou qualquer irregularidade. A proximidade dele com o comando do Buriti, entretanto, foi reforçada pelo depoimento do ex-secretário de Saúde Fábio Gondim à CPI. Ele sugeriu que desentendimentos com o subsecretário motivaram sua saída do cargo. Ao ser indagado pelos distritais sobre os motivos de sua curta permanência à frente da secretaria, Gondim relatou que não gostava da “postura agressiva” de Nóbrega com alguns servidores. Segundo Gondim, Nóbrega não perdia a oportunidade de mostrar ostensiva aproximação com o governador Rodrigo Rollemberg.

No entanto, Gondim afirmou que nunca desconfiou ou sequer ouviu falar que tanto Nóbrega quanto o ex-subsecretário de Saúde, Marco Júnior, estivessem envolvidos em atividades ilícitas na secretaria.

Ticket Car
Os principais questionamentos dos integrantes da CPI a Nóbrega se referiam à contratação de prestadores de serviços. Mas o maior foco foi em relação a um contrato específico de uma empresa para manutenção de veículos, a Ticket Car, que aparece nas gravações. Nóbrega disse que foi apenas o responsável por demandar a contratação do serviço, mas negou participação ou influência na definição da modalidade de contratação e na empresa escolhida.

A empresa foi contratada por meio de adesão a ata de preço de um processo feito pela Polícia Rodoviária Federal para gerenciar a manutenção de toda a frota de veículos do GDF, inclusive as ambulâncias da Secretaria de Saúde. Há questionamentos do Tribunal de Contas do DF sobre possível direcionamento do termo de referência, que teria beneficiado a Ticket Car, e também sobre a rapidez da contratação.

Ao negar qualquer participação ou conhecimento de irregularidade no processo, Marcello Nóbrega defendeu o modelo de adesão a ata de preço como o mais adequado para o GDF e disse que o contrato de manutenção de veículos é econômico e atende muito bem aos interesses do governo.

 

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