São Sebastião enfrenta surto de dengue e se prepara para novo mutirão

Segundo o administrador, foram registrados mais de 500 casos neste ano: “A situação é preocupante, não alarmante”, diz Alan José Valim

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atualizado 21/03/2019 18:26

O Distrito Federal está em alerta contra a dengue. Somente neste ano, foram 3,4 mil casos notificados, sendo 95% referentes a moradores da capital do país. Nas últimas semanas, houve um aumento de 1.427 registros. Quatro pessoas morreram e outros seis óbitos são investigados. São Sebastião enfrenta um surto da doença.

Segundo o administrador Alan José Valim, o número de casos deve chegar a 700 com a atualização de dados da Diretoria de Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde, na próxima segunda-feira (25/3). Atualmente, são 543 registros confirmados.

“É uma situação preocupante, não alarmante”, diz Valim, que anunciou um mutirão preventivo e de conscientização da comunidade neste sábado (23). “Mais de 90% dos focos de dengue estão nas residências. Faremos uma operação para limpar todas as paradas de ônibus e entrar em imóveis abandonados, porque pessoalmente acredito que o problema são esses lotes vazios”, opinou.

De acordo com ele, será o terceiro mutirão do tipo na cidade desde janeiro. A ação faz parte do programa SOS Dengue, instituído pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Ao todo, participarão do trabalho 400 bombeiros militares.

Até agora, 197.561 imóveis já foram inspecionados no DF. Nas regiões consideradas mais críticas, além da intensificação das visitas domiciliares, estão sendo feitos o fumacê e revisitas em imóveis fechados e recusados, segundo o Governo do Distrito Federal.

De acordo com as equipes, a maior dificuldade ainda são as residências fechadas e a falta de envolvimento da população no combate ao mosquito. A Secretaria de Saúde alerta que é preciso: manter as caixas-d’água, tonéis e barris de água tampados; fechar bem os sacos plásticos com lixo; deixar as garrafas de vidro ou plástico com a boca para baixo; encher os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda; e limpar as calhas com frequência, evitando que galhos e folhas impeçam a passagem da água.

Ao identificar focos do mosquito, os moradores podem acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone 160 ou comunicar prováveis focos pelo site Brasília contra o Aedes(Com informações da Agência Brasília)

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