Saiba quem é a servidora pública do DF encontrada morta na Itália
Moradora da Asa Norte, Renata viajou para se apresentar no 9º Congresso Internacional de Ecopsicologia. Ela era servidora da Justiça Federal
atualizado
Compartilhar notícia

“Ela era só alegria, vivia a vida como se fosse a única, via tudo com bons olhos.” A descrição é de Matheo Oliveira Morjano Costa, 22, sobre a servidora pública do DF Renata Moraes Rios (foto em destaque), 45 anos, encontrada morta na Itália.
“Ela dizia que estava na melhor fase da vida, estava superfeliz com a viagem”, comentou o amigo Matheo Oliveira Morjano Costa, 22 anos, supervisor de operação de telemarketing. “O que mais pode definir ela é alegria mesmo. A Renata tinha uma alegria de viver”, comentou.
Moradora da Asa Norte, Renata viajou para se apresentar no 9º Congresso Internacional de Ecopsicologia. Ela ministrou a oficina Massagem dos Quatro Elementos em dois dias do evento, em 21 e 23 de setembro.
No domingo (24/5), a servidora foi encontrada morta na praia de Sardenha, na Itália. A causa do óbito ainda não foi divulgada.
Pela ementa do workshop, Renata teria unido as pessoas em grupos de cinco participantes, que aplicariam e receberiam massagens entre si. Na sessão, de 1h20, Renata ainda auxiliava o uso de músicas para amplificar a experiência imersiva nos quatro elementos: água, terra, fogo e ar.
Renata viajou no feriado 7 de setembro, aproveitando a data do congresso para também para passear pela Europa. Segundo amigos, ela passou por Frankfurt, na Alemanha, e Roma, Milão e na ilha da Sardenha, na Itália. Ela deveria retornar para o Brasil nesta terça-feira (26/9).
Formada em artes cênicas pela Universidade de Brasília desde 2014, Renata não trabalha na área. Ela ingressou como técnico administrativo na Justiça Federal em 2009.
Segundo a Agência Italiana de Notícias (Ansa), o corpo estava na areia entre um camping e o mar no balneário de Is Arenas, em Narbolia, região situada na província de Narbolia.
“Quando ela estava turistando, eu pedi para que passasse na Fontana di Trevi e jogasse uma moeda para mim. Ela me mandou a foto na fonte”, destacou a amiga Márcia Patricio, 60, também servidora pública.
“Hoje o pedido que faço é de que a passagem dela seja leve como a de uma borboleta.” Renata era religiosa e seguia como dogma o candomblé, identificando-se como filha de Iansã e de Ogum.
Segundo a simbologia das matrizes africanas, os orixás representam características guerreiras e ligadas à natureza.
Itamaraty
O Consulado-Geral do Brasil em Roma tem prestado assistência consular aos familiares da servidora pública. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) também declarou que “mantém interlocução sobre o caso com as autoridades locais”.
O Itamaraty explicou que, em caso envolvendo morte de cidadão brasileiro no exterior, os consulados brasileiros “podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com autoridades locais e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais”.
“Em observância ao direito à privacidade e ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, informações detalhadas poderão ser repassadas somente mediante autorização dos familiares diretos. Assim, o MRE não poderá fornecer dados específicos sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros”, declarou a pasta.
O congresso teve início em 20 de setembro e foi concluído no domingo em que Renata morreu. O Metrópoles procurou a Sociedade Internacional de Ecopsicologia, responsável pelo evento, mas não teve resposta até o momento.
De acordo com informações da organização, a Ecopsicologia baseia-se na busca de conhecimento a partir de uma perspectiva holística e integradora, valorizando as relações ser humano e natureza; ecologia e psicologia.










