Saiba quem é a servidora pública do DF encontrada morta na Itália

Moradora da Asa Norte, Renata viajou para se apresentar no 9º Congresso Internacional de Ecopsicologia. Ela era servidora da Justiça Federal

atualizado

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Luciano Frutuoso
mulher branca com cabelo com dread amarelo
1 de 1 mulher branca com cabelo com dread amarelo - Foto: Luciano Frutuoso

“Ela era só alegria, vivia a vida como se fosse a única, via tudo com bons olhos.” A descrição é de Matheo Oliveira Morjano Costa, 22, sobre a servidora pública do DF Renata Moraes Rios (foto em destaque), 45 anos, encontrada morta na Itália.

“Ela dizia que estava na melhor fase da vida, estava superfeliz com a viagem”, comentou o amigo Matheo Oliveira Morjano Costa, 22 anos, supervisor de operação de telemarketing. “O que mais pode definir ela é alegria mesmo. A Renata tinha uma alegria de viver”, comentou.

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Amigos definem Renata como uma pessoa alegre
Renata viajou em 7 de setembro para a Itália
Na viagem ela passou pela Itália e Alemanha
Ela ministrou a oficina Massagem dos Quatro Elementos em dois dias do evento, em 21 e 23 de setembro
Servidora faria workshop em Águas Claras
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Servidora faria workshop em Águas Claras

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Amigos definem Renata como uma pessoa alegre
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Amigos definem Renata como uma pessoa alegre

Luciano Frutuoso
Renata viajou em 7 de setembro para a Itália
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Renata viajou em 7 de setembro para a Itália

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Na viagem ela passou pela Itália e Alemanha
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Na viagem ela passou pela Itália e Alemanha

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Ela ministrou a oficina Massagem dos Quatro Elementos em dois dias do evento, em 21 e 23 de setembro
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Ela ministrou a oficina Massagem dos Quatro Elementos em dois dias do evento, em 21 e 23 de setembro

Imagem cedida ao Metrópoles

Moradora da Asa Norte, Renata viajou para se apresentar no 9º Congresso Internacional de Ecopsicologia. Ela ministrou a oficina Massagem dos Quatro Elementos em dois dias do evento, em 21 e 23 de setembro.

No domingo (24/5), a servidora foi encontrada morta na praia de Sardenha, na Itália. A causa do óbito ainda não foi divulgada.

Pela ementa do workshop, Renata teria unido as pessoas em grupos de cinco participantes, que aplicariam e receberiam massagens entre si. Na sessão, de 1h20, Renata ainda auxiliava o uso de músicas para amplificar a experiência imersiva nos quatro elementos: água, terra, fogo e ar.

Renata viajou no feriado 7 de setembro, aproveitando a data do congresso para também para passear pela Europa. Segundo amigos, ela passou por Frankfurt, na Alemanha, e Roma, Milão e na ilha da Sardenha, na Itália. Ela deveria retornar para o Brasil nesta terça-feira (26/9).

Formada em artes cênicas pela Universidade de Brasília desde 2014, Renata não trabalha na área. Ela ingressou como técnico administrativo na Justiça Federal em 2009.

Segundo a Agência Italiana de Notícias (Ansa), o corpo estava na areia entre um camping e o mar no balneário de Is Arenas, em Narbolia, região situada na província de Narbolia.

“Quando ela estava turistando, eu pedi para que passasse na Fontana di Trevi e jogasse uma moeda para mim. Ela me mandou a foto na fonte”, destacou a amiga Márcia Patricio, 60, também servidora pública.

“Hoje o pedido que faço é de que a passagem dela seja leve como a de uma borboleta.” Renata era religiosa e seguia como dogma o candomblé, identificando-se como filha de Iansã e de Ogum.

Segundo a simbologia das matrizes africanas, os orixás representam características guerreiras e ligadas à natureza.

Itamaraty

O Consulado-Geral do Brasil em Roma tem prestado assistência consular aos familiares da servidora pública. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) também declarou que “mantém interlocução sobre o caso com as autoridades locais”.

O Itamaraty explicou que, em caso envolvendo morte de cidadão brasileiro no exterior, os consulados brasileiros “podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com autoridades locais e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais”.

“Em observância ao direito à privacidade e ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, informações detalhadas poderão ser repassadas somente mediante autorização dos familiares diretos. Assim, o MRE não poderá fornecer dados específicos sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros”, declarou a pasta.

O congresso teve início em 20 de setembro e foi concluído no domingo em que Renata morreu. O Metrópoles procurou a Sociedade Internacional de Ecopsicologia, responsável pelo evento, mas não teve resposta até o momento.

De acordo com informações da organização, a Ecopsicologia baseia-se na busca de conhecimento a partir de uma perspectiva holística e integradora, valorizando as relações ser humano e natureza; ecologia e psicologia.

 

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