Itamaraty acompanha caso de servidora brasiliense que morreu na Itália
Morte de Renata Moraes é investigada pelas autoridades italianas. Corpo de servidora pública foi encontrado em praia
atualizado
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O Consulado-Geral do Brasil em Roma tem prestado assistência consular aos familiares da servidora pública Renata Moraes Rios, 45 anos, encontrada morta em uma praia na Itália, informou o Ministério das Relações Exteriores (MRE). A pasta também declarou que “mantém interlocução sobre o caso com as autoridades locais”.
Renata morava em Brasília e estava na Itália para participar do 9º Congresso Internacional de Ecopsicologia. A causa do óbito é investigada.
Ao Metrópoles o Itamaraty explicou que, em caso envolvendo morte de cidadão brasileiro no exterior, os consulados brasileiros “podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com autoridades locais e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais”.
Contudo, não podem passar informações sobre o caso sem autorização de um familiar.
“Em observância ao direito à privacidade e ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, informações detalhadas poderão ser repassadas somente mediante autorização dos familiares diretos. Assim, o MRE não poderá fornecer dados específicos sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros”, declarou a pasta.
Segundo a Agência Italiana de Notícias (Ansa), o corpo de Renata foi encontrado na areia entre um camping e o mar no balneário de Is Arenas, em Narbolia, região situada na província de Narbolia, no domingo (24/9).
Marina Oliveira Morjano Costa, 22 anos, supervisora de operação de telemarketing, conhecia Renata há cinco anos. “Foi um baque para todos. Ela estava superbem, praticava yoga e meditação. O sonho dela era viajar para a Itália”, contou.
“Renata sempre foi viver. Era muito livre e vivia o seu melhor momento”, disse Marina.
As autoridades aguardam o resultado da perícia para determinar a causa da morte. De acordo com a Ansa, a linha inicial de investigação aponta para um possível afogamento. Testemunhas contaram que as águas estavam agitadas no dia em que o corpo de Renata foi localizado.
A servidora pública deixa um casal de filhos já adultos.
