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A Casa da Mulher Brasileira (CMB), na 601 Norte, será interditada a partir desta sexta-feira (13/4). A recomendação de proceder à “desocupação total do empreendimento” está no 1º Relatório Técnico emitido pela Fundações e Recuperação de Estruturas (Fundex), empresa contratada pelo Banco do Brasil para acompanhamento e diagnóstico das patologias verificadas na edificação.

Há ainda o aval da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres. A Defesa Civil fará a interdição do prédio, que custou R$ 8 milhões aos cofres públicos e foi inaugurado em 2015.

Segundo nota da Secretaria Adjunta de Política para as Mulheres, que coordena a Casa, os serviços de atendimento à mulher serão suspensos para as obras de melhoria do espaço. As vítimas de violência poderão recorrer à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), na Entrequadra 204/205 Sul, para registrar ocorrências de agressão.

“A pasta está tomando todas as providências para que o serviço da CMB seja, temporariamente, realizado em outro local”, informou a assessoria da secretaria, por meio de nota.

A Casa da Mulher Brasileira foi criada para prestar atendimento humanizado ao público feminino. O mesmo espaço integra serviços especializados para quem sofreu algum tipo de violência.

Construído pelo governo federal, o local oferece apoio psicossocial e conta com unidades: da Delegacia de Atendimento à Mulher; do Juizado Especializado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e da Promotoria Pública Especializada da Mulher, entre outras.

Inauguração
A Casa da Mulher Brasileira foi inaugurada em 2015, com a presença da então presidente da República, Dilma Rousseff (PT), e do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB). À época, foi a segunda unidade do país aberta para acolher a população feminina em situação de vulnerabilidade.

Em setembro de 2016, uma tempestade derrubou parte do teto do prédio. Espaços do local ficaram alagados e a luz precisou ser desligada para evitar incidentes.

A CMB de Brasília tem 3,5 mil metros quadrados de área construída, além de capacidade para atender até 250 pessoas por dia.

A primeira das 27 unidades previstas nas capitais brasileiras foi aberta em 3 de fevereiro, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

 

 

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