Rio de lama na EPTG desceu de obras de Vicente Pires

No fim da tarde de segunda-feira (25/2), os motoristas enfrentaram o caos no trânsito perto do viaduto Israel Pinheiro

atualizado 26/02/2019 17:50

Michael Melo/Metrópoles

A chuva forte do fim da tarde dessa segunda-feira (25/2) arrastou cascalho e lama de ruas de Vicente Pires. Tudo foi parar na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), no horário de pico. Resultado: transtorno, prejuízo e irritação para os motoristas que ficaram horas em um longo congestionamento na via.

O temporal durou menos de uma hora, mas foi suficiente para provocar uma enchente em ruas de Vicente Pires e alagar a marginal da avenida, na altura do viaduto Israel Pinheiro e do supermercado Big Box. Segundo o presidente da Associação de Moradores de Vicente Pires (Amovipe), Gilberto Camargos, na Rua 3, a água atingiu a altura do capô dos carros e o local ficou intransitável.

“Na Rua 5, a mesma situação. A água ainda invadiu comércios e casas. Só vamos saber da real situação e conseguir contabilizar prejuízos quando a água baixar. Neste momento, está correndo um rio na cidade”, disse Camargos, por volta das 17h dessa segunda (25).

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo nesta semana vai permanecer de encoberto a nublado, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas. A temperatura mínima vai ficar entre 18ºC e 19ºC, enquanto a máxima chegará aos 27ºC.

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“Quando chove, a gente não sai de casa”, diz o estudante Arthur Neves Monteiro, 26 anos, morador da chácara 92 de Vicente Pires. Segundo ele, o problema são as obras intermináveis de infraestrutura. “É preciso que o governo finalize o que começou”, cobra.

O outro lado
A assessoria da Administração de Vicente Pires confirma que o rio de lama na EPTG na segunda (25) foi formado após resíduos de obras emergenciais serem arrastados pela enxurrada da parte de cima da região administrativa.

Informa, ainda, que, na reta final do governo anterior, várias frentes de trabalho foram abertas e ficaram inacabadas. A situação, de acordo com o órgão, será resolvida quando as obras de drenagem de águas pluviais terminarem.

Um dia depois da chuva forte, a administração limpava as ruas e fechava buracos em Vicente Pires nesta terça-feira (26). “Assumimos a cidade em meio ao caos. Todo o esforço em conjunto entre o GDF, a Terracap, a Novacap, as empresas contratadas e as secretarias de Obras e Adjunta das Cidades está concentrado nessas obras paliativas e definitivas”, ressaltou o administrador Daniel de Castro.

Pelo cronograma do governo, entre 60% e 70% das obras de drenagem devem ser concluídas até dezembro deste ano. E até o fim do ano que vem, devem ser entregues todas as demais, que incluem as de paisagismo, iluminação e pavimentação.

Colaborou Michael Melo

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