Restaurantes comunitários do DF terão câmeras para reforçar segurança
Após vários casos de violência, 4 restaurantes já tem câmeras ligadas à SSP-DF. Governo prevê expansão para todas as unidades
atualizado
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Após diversos casos de violência, os restaurantes comunitários do DF vão ganhar reforço na segurança com a instalação de circuitos de câmeras de monitoramento. A iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) , por meio Programa de Videomonitoramento Urbano (PVU), prevê a instalação de câmeras integradas às unidades da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
A medida ocorre no contexto de uma sequência de episódios de violência registrados nos restaurantes comunitários nos últimos meses.
O Programa de Videomonitoramento Urbano é coordenado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e permite o monitoramento em tempo real com foco na prevenção de crimes e no aumento da segurança nos espaços públicos.
Casos recorrentes
- Em dezembro de 2025, uma briga entre dois homens em situação de rua interrompeu o atendimento no Restaurante Comunitário do Centro de Ceilândia.
- No mesmo mês, um segurança de uma unidade no Gama teve o braço cortado por um prato ao tentar impedir clientes de furarem a fila.
- Já em março deste ano, uma pessoa em situação de rua foi esfaqueada durante uma briga dentro do restaurante comunitário de Brazlândia.
- Também em março, um cliente foi agredido por um vigilante após se confundir na saída de uma unidade e acessar a porta de entrada do restaurante.
- Em abril, dois homens foram espancados por vigilantes dentro do Restaurante Comunitário de Arniqueira. Uma das vítimas era deficiente visual. A confusão teria começado após uma tentativa de compra de uma marmita extra.
Quatro restaurantes já tem câmeras
Atualmente, quatro câmeras da SSP-DF já estão em funcionamento nos restaurantes do Riacho Fundo II, Ceilândia Centro (Dj Jamaika), Recanto das Emas e Samambaia (Rorizão).
Os equipamentos operam desde setembro do ano passado com imagens transmitidas em tempo real para o Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB) e para as Centrais de Monitoramento Remoto (CMRs) da PMDF.
“A expectativa é expandir gradativamente esse monitoramento para outras unidades, fortalecendo ainda mais a segurança”, afirmou a secretária interina de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo.
Segundo a Sedes, também foram instalados novos pontos de câmeras nas unidades do Varjão, Paranoá, Itapoã, Sobradinho II, Planaltina, São Sebastião e Arniqueira, que devem começar a operar em breve.
Além disso, ordens de serviço já foram emitidas para instalação de câmeras em outras sete unidades: Brazlândia, Estrutural, Gama, Samambaia Expansão, Santa Maria e Sol Nascente.
Ao todo, os 18 restaurantes comunitários contam com 338 câmeras próprias de segurança, além dos equipamentos integrados ao sistema da SSP-DF.
Cadastro de usuários
Desde 2025, os restaurantes comunitários também passaram a implementar um sistema de cadastramento de frequentadores. De acordo com a pasta, a medida busca compreender melhor o perfil do público atendido e aprimorar estratégias de segurança e atendimento.
O cadastro está em andamento nas unidades do Varjão, Paranoá, Itapoã, Santa Maria e Sobradinho. Até o momento, 20.455 usuários foram registrados, média de 1.278 cadastros por mês.
Mais de 17 milhões de refeições
Administrados pela Sedes-DF, os 18 restaurantes comunitários funcionam em regiões com grande circulação de trabalhadores de baixa renda.
Em 2025, foram servidas mais de 17 milhões de refeições, entre café da manhã, almoço e jantar. Em 2019, o número foi de 6 milhões.
Atualmente, 17 das 18 unidades oferecem as três refeições diárias: café da manhã e jantar a R$ 0,50, além do almoço a R$ 1.
