Ressocialização: CNJ lança livro escrito por detentos

A ação faz parte do projeto Mentes Literárias e compartilha reflexões sobre a realidade e vivências dos reeducandos

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
Imagem colorida de homens com roupa branca segurando livros - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de homens com roupa branca segurando livros - Metrópoles - Foto: Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou, nesta segunda-feira (31/3), o livro “O que me espera? De onde eu vim, para onde eu irei”, produzido por Internos do sistema penitenciário do Distrito Federal, como forma de ressocialização.

A ação faz parte do projeto Mentes Literárias, de iniciativa do CNJ, e compartilha reflexões sobre a realidade e vivências dos reeducandos. Segundo o conselheiro do CNJ José Rotondano, o projeto, que teve inicio em 2022, tem apresentado efeitos positivos.

“[A iniciativa] consiste em fazer com que as pessoas dentro do sistema prisional brasileiro tenham o direito à leitura para verem as suas penas remidas. [Até o momento,] os resultados são bons. Os depoimentos que as pessoas prestam quando estão lendo ou produzindo as obras literárias deixam claro que o efeito é positivo, que os resultados são produtivos, e que eles [presos] estão querendo e abraçando [o projeto]”, declarou o conselheiro.

“A mente ociosa é um celeiro de informações negativas. Então, o livro é uma forma de você estar conectando essas pessoas a algo positivo, diferente do crime e do que elas passam dentro do sistema prisional”, pontuou Rotondano.

Ressocialização: CNJ lança livro escrito por detentos - destaque galeria
7 imagens
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou, nesta segunda-feira (31/3), o livro "O que me espera? De onde eu vim, para onde eu irei", produzido por Internos do sistema penitenciário do Distrito Federal
A ação faz parte do projeto Mentes Literárias, de iniciativa do CNJ
A ação faz parte do projeto Mentes Literárias, de iniciativa do CNJ
A apresentação da obra ocorreu durante o Encontro Nacional de Juízes e Juízas Estaduais de Execução Penal
Durante o evento, presos que participaram da criação do livro tiveram a oportunidade de falar sobre a experiência que tiveram durante a produção da obra
Conselheiro do CNJ José Rotondano
1 de 7

Conselheiro do CNJ José Rotondano

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou, nesta segunda-feira (31/3), o livro "O que me espera? De onde eu vim, para onde eu irei", produzido por Internos do sistema penitenciário do Distrito Federal
2 de 7

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou, nesta segunda-feira (31/3), o livro "O que me espera? De onde eu vim, para onde eu irei", produzido por Internos do sistema penitenciário do Distrito Federal

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
A ação faz parte do projeto Mentes Literárias, de iniciativa do CNJ
3 de 7

A ação faz parte do projeto Mentes Literárias, de iniciativa do CNJ

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
A ação faz parte do projeto Mentes Literárias, de iniciativa do CNJ
4 de 7

A ação faz parte do projeto Mentes Literárias, de iniciativa do CNJ

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
A apresentação da obra ocorreu durante o Encontro Nacional de Juízes e Juízas Estaduais de Execução Penal
5 de 7

A apresentação da obra ocorreu durante o Encontro Nacional de Juízes e Juízas Estaduais de Execução Penal

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
Durante o evento, presos que participaram da criação do livro tiveram a oportunidade de falar sobre a experiência que tiveram durante a produção da obra
6 de 7

Durante o evento, presos que participaram da criação do livro tiveram a oportunidade de falar sobre a experiência que tiveram durante a produção da obra

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
Livro "O que me espera? De onde eu vim, para onde eu irei"
7 de 7

Livro "O que me espera? De onde eu vim, para onde eu irei"

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Conforme informado pelo conselheiro, pessoas privadas de liberdade têm direito a ler 12 livros por ano. Cada obra finalizada reduz quatro dias da pena estipulada em juízo. No momento, o projeto também começou campanha para arrecadar livros: “Para que os presos possam ler os livros que desejam. Sobretudo, é um direito do preso ler e de ter a pena remida por conta dos livros que lê”.

A apresentação da obra ocorreu durante o Encontro Nacional de Juízes e Juízas Estaduais de Execução Penal, sediado no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília. Além dos magistrados, o evento também contou com a presença de parentes dos detentos.

Ao longo do dia, os presos que participaram da criação do livro tiveram a oportunidade de falar sobre a experiência que tiveram durante a produção da obra e o que pensam sobre o erro que cometeram.

“Hoje em dia, eu falo olhando para minha mãe: esse mundo do crime acabou para mim. Quero te pedir desculpa [mãe] por tudo que eu fiz a senhora passar”, desabafou um dos detentos.

Os presos também aproveitaram para discutir sobre um livro lido durante o projeto. A obra escolhida foi “Ainda Estou Aqui”, do escritor Marcelo Rubens Paiva. A história virou filme, premiado no Oscar como filme internacional. O longa também garantiu o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama para Fernanda Torres.

Mentes Literárias

O projeto “Mentes Literárias: da Magia dos Livros à Arte da Escrita” faz parte da estratégia nacional para universalizar o acesso ao livro e à leitura em estabelecimentos prisionais.

A iniciativa é conduzida pelo programa Fazendo Justiça, coordenado pelo CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e com o apoio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

O projeto visa ampliar o acesso aos livros, à escrita e à cultura para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional, utilizando a leitura como ferramenta de educação e reintegração social e como instrumento de remição de pena.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?