Residente denuncia falta de médicos e problemas na pediatria do HUB

Em documento encaminhado à ouvidoria do hospital, há reclamações sobre a falta de pessoal, principalmente nas UTIs e UCIs

atualizado 27/06/2022 21:01

Ascom/HUB

O programa de residência médica pediátrica do Hospital Universitário de Brasília (HUB) virou alvo de reclamação por parte de alguns funcionários do local. De acordo com uma denúncia encaminhada à ouvidoria da unidade, os problemas envolvem falta de médicos, estagiários e atendimento.

O HUB é um hospital-escola vinculado à Universidade de Brasília (UnB) e sob gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSEHR).

De acordo com o texto, com o término dos contratos temporários e decisões institucionais houve a saída de alguns profissionais médicos da unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Assim, atualmente, de acordo com o texto, os pediatras gerais passaram a apoiar a equipe da neonatologia.

“Presenciei não apenas uma vez, escala fechada com dias vagos sem nenhum médico escalado para o local, obrigando o médico do dia anterior a se manter no plantão compulsoriamente, por vezes sendo submetido a escalas de 36h seguidas. Reitero que essa situação se repetiu mais de uma vez, motivou afastamentos devido ao impacto emocional gerado, comprometendo ainda mais a assistência e a quantidade de profissionais médicos disponíveis ao serviço”, diz uma das residente que assinou o documento.

Segundo a funcionária, há cerca de um mês, a unidade foi recategorizada para unidade de cuidados intermediários neonatais (UCIN), por falta de recursos humanos  para permanecer com pacientes críticos — que seriam atendido por uma UTIN.

Além disso, o texto encaminhado à ouvidoria reclama que os problemas afetam a capacidade de ensino do hospital.

“Desta forma, peço auxílio para que a situação se resolva de forma adequada, para que o HUB volte a se tornar um serviço de referência de respeito, um ambiente que respeite e preze pelo ensino, uma vez que está é a prerrogativa de um serviço de Hospital Escola”, finaliza o texto.

O outro lado

Procurado, o HUB informou que a equipe médica da neonatologia possui  colaboradores com afastamentos legais, principalmente de licença maternidade, além de aposentadoria e exoneração a pedido. “Estes afastamentos, somados a outros pontuais como de Covid-19, resultaram em déficit de profissionais na escala, necessários para a manutenção do funcionamento da UTI Neonatal, conforme legislação vigente”, diz a unidade, em nota.

O HUB informou que trabalha para resolver a situação. “Desde o início dos afastamentos por gestação e lactação, o HUB vem tentando realizar a convocação de novos profissionais para repor o quadro, tanto com a lista local quanto a nacional, que contempla médicos de outros Estados, e mesmo assim não foi suficiente para recompor o quadro mínimo de neonatologistas. A outra opção é realizar o Processo Seletivo Simplificado, que não pode ser feito em função do período eleitoral.”

Em relação a reclassificação da UTIN para UCIN, o hospital afirmou que as escalas foram reajustadas para que o serviço de cuidados com recém-nascidos não sofra prejuízos na sala de parto, na UCIN e nem nos demais ambientes pediátricos.

“A Secretaria de Saúde do Distrito Federal foi notificada e está ciente de todos os encaminhamentos realizados pelo hospital. É de interesse do HUB a retomada do serviço de UTIN, o que acontecerá quando as profissionais afastadas retornarem da licença maternidade ou quando o Processo Seletivo Simplificado for realizado.”, completa o texto.

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