Em meio à crise dos combustíveis, público de Corpus Christi diminui

Segundo a Polícia Militar, 5 mil fiéis foram à Esplanada dos Ministérios e deram uma demonstração de fé e devoção

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 01/06/2018 11:17

Teve início por volta das 17h dessa quinta-feira (31/5) a celebração de Corpus Christi em frente à Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Segundo a Polícia Militar, tinham 3 mil pessoas no início da missa celebrada pelo bispo Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília. Às 18h40, o número subiu para 5 mil.

O total é menor que o da celebração de 2017 — 14 mil. Os organizadores, porém, estimam que 35 mil fiéis tenham ido à Esplanada em 2018. “Sei que as pessoas enfrentaram dificuldades. Mas foi Jesus que nos trouxe”, assinalou Dom Sérgio. Logo depois da missa, os fiéis saíram em procissão sobre o tradicional tapete montado pela manhã.

Embora estivesse previsto em agenda, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não compareceu à missa. A assessoria confirmou que o chefe do Executivo não iria à Esplanada nessa quinta (31), mas não explicou o motivo.

De pré-candidato ao Palácio do Buriti, apenas o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) estava no espaço destinado às autoridades. O ex-distrital Washington Mesquita também estava presente.

A celebração de Corpus Crhisti, ou corpo de Cristo, é uma das mais importantes para os católicos. Durante a missa, Dom Sérgio destacou que, diante do momento crítico, o país precisa de mais pessoas na Eucaristia. “Que vivam de acordo com a Eucaristia, para superar os problemas que estamos enfrentando. Para a defesa da vida e da família”, destacou na Homilia.

O arcebispo, que foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco em novembro de 2016, também disse que a presença da Eucaristia “nos mostra a necessidade, a importância de vivermos de forma adequada em todas as áreas da nossa sociedade. Em casa, nas escolas, nas faculdades e na vida política”.

A técnica em laboratório Maria Lígia, 31 anos, conseguiu abastecer na terça-feira (29) e foi à Esplanada de carro com o marido. “Fiquei 40 minutos na fila do posto. Tenho alguns conhecidos que não vieram à Esplanada porque não conseguiram combustível”, contou a moradora da Asa Norte.

A professora aposentada Maria Maura Figueiredo, 66, também conseguiu chegar à Esplanada. “Viemos um ônibus. Não tivemos problemas de combustível porque já estava tudo combinado. É uma convocação do nosso cardeal. Muito importante a gente atender ao chamado”, disse.

O comerciante Mário Francelio, 39 anos, foi com a família e levou cadeiras para assistir à celebração, que emociona sempre os fiéis, especialmente durante a procissão. As luzes das velas acesas iluminam toda a Esplanada.

A atriz Juliana Marinho marca presença todo ano na Esplanada. “Vim adorar ao Senhor, onde Ele está vivo”, destacou. O professor Carlos Henrique Vitral, 36, é ateu, mas a família é católica. Mesmo assim, fez questão de participar da celebração do Corpus Christi e disse se sentir muito bem.

Antes das 6h, os católicos iniciaram a confecção do tradicional tapete por onde passou a procissão no final da tarde. Ainda pela manhã, foi realizada a Corrida de Corpus Christi, que também trouxe a modalidade de patins in-line, com percursos de 10 km e 21 km, além de três opções de corrida: 2,5 km, 5 km e 10 km. Esse é o terceiro ano da atividade esportiva.

 

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