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Os consumidores devem preparar o bolso. Em meio ao racionamento, que já dura mais de um ano, a tarifa de água e esgoto do Distrito Federal será reajustada a partir de 1º de junho. O percentual, no entanto, será divulgado apenas na próxima segunda-feira (30/4), com publicação no Diário Oficial (DODF).

Na manhã desta segunda (23), a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) discutiram o assunto em audiência pública.

Mesmo em tempos de falta de água nas torneiras da população, a Caesb solicita dois aumentos: de 0,51% e 9,96%, no total de 10,47%. A primeira correção seria referente ao ajuste anual, já previsto. A segunda, extraordinária, seria para recompor as perdas da empresa em função da queda de arrecadação por conta do racionamento.

A companhia assegura ter registrado diminuição de 34,8 milhões de metros cúbicos no consumo de água em 2016 e 2017, o que teria representado um impacto negativo de R$ 155,7 milhões em sua receita. A Adasa, por sua vez, deve propor aumento médio de 2,06%, além do reajuste anual.

“A Caesb já tem se readequado. Temos mecanismos para fazer o reequilíbrio da empresa, mas chega um momento que não conseguimos mais. Esse desequilíbrio econômico pode acarretar prejuízos no serviço para a população”, afirma Marcelo Teixeira, diretor financeiro e comercial da Caesb.

Do outro lado, a Adasa evita falar nos percentuais. Após as colaborações recolhidas por e-mail e na audiência pública, a diretoria colegiada definirá quanto o consumidor vai pagar a mais. “Não há espaço para chegar a essa revisão de tarifa, que é aviltante. Não temos cenário econômico para isso. A gente pode esperar algum incremento que não seja superior a 1%”, confia Alexandre Veloso, conselheiro-presidente do Conselho de Consumidores da Caesb.