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A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) marcou para o dia 23 de abril audiência pública com o objetivo de debater reajuste nas contas de água. A  Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) solicitou dois aumentos, de 0,51% e 9,96%, para entrar em vigor a partir de 1º de junho.

O primeiro seria referente ao ajuste anual, já previsto. O segundo, extraordinário, seria destinado a recompor as perdas da empresa em função da queda de arrecadação por conta do racionamento.

A Caesb afirma ter registrado queda de 34,8 milhões de metros cúbicos no consumo de água em 2016 e 2017, o que teria representado um impacto negativo de R$ 155,7 milhões em sua receita.

Reprodução

Em uma primeira análise dos pedidos, a Adasa vai propor aumento médio de 2,06%. Mas o martelo só será batido após a audiência, marcada para acontecer das 9h às 12h, no auditório Humberto Ludovico, na sede da Adasa.

As inscrições de participantes e expositores serão feitas pelo endereço eletrônico ouvidoria@adasa.df.gov.br, no protocolo geral da Adasa ou no local e dia do evento, entre 8h e 8h45.

As contribuições podem ser enviadas para o e-mail ap_004_2018@adasa.df.gov.br ou por correspondência ao protocolo geral da ADASA, Setor Ferroviário, Parque Ferroviário de Brasília, Estação Rodoferroviária, Térreo, Ala Norte, CEP: 70631-900, Brasília-DF, até as 18h do dia 23 de abril de 2018.

Após análise das contribuições, apresentadas durante o período de consulta e audiência pública, a Resolução da Adasa com os novos valores será publicada no Diário Oficial do DF, na data provável de 30 de abril, para que entre em vigor um mês depois, em 1º de junho.

O Metrópoles não conseguiu contato com a Caesb até a publicação desta reportagem.

Serão avaliados dois índices tarifários da Caesb:

IRT 2018 – O índice de reajuste tarifário faz parte do Contrato de Concessão com a Caesb. Ele é concedido anualmente. O reajuste é definido após estudos baseados, principalmente, nos índices inflacionários.

RTE  – A revisão tarifária extraordinária foi solicitada pela Caesb para corrigir possível desequilíbrio econômico-financeiro decorrente da situação crítica de escassez hídrica no DF e consequente redução de mercado.