Raiva: Saúde divulga pontos de vacinação para pets e humanos no DF

Foco será na imunização de cães e gatos. Humanos vacinam apenas em casos de suspeita confirmada por médico

atualizado 06/07/2022 12:55

Após o primeiro caso de raiva humana no Distrito Federal em 44 anos, a Secretaria de Saúde antecipou a campanha de vacinação antirrábica para esta quarta-feira (6/7). Os pontos para imunizar cães e gatos ficam abertos das 9h às 17h. Em humanos, podem ser encontrados em hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS), mas, exclusivamente, em casos de suspeita confirmada por médico.

O animal doméstico deve ser vacinado a partir dos três meses e é necessário que a vacinação seja reforçada anualmente. “A raiva é uma doença prevenível. Existe vacina, e temos estoque para vacinar”, alerta o diretor de Vigilância Epidemiológica, Fabiano dos Anjos Martins.

Seguem os locais de vacinação contra raiva:

Para animais, acesse este link.

Para humanos, veja abaixo:

Hospitais com soroUnidades Básicas de Saúde (UBS) com vacinas.

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Cuidados e tratamento

No caso de uma possível infecção, a pessoa deve ir a uma unidade de saúde o mais rapidamente possível para o primeiro atendimento. “Quem avalia é o profissional de saúde, que está amparado por um protocolo que vai verificar se o animal tem histórico de vacinação, se é agressivo, entre outros fatores”, informa Martins.

O especialista explica que há duas possíveis medidas de tratamento com profilaxia antirrábica humana: a pré-exposição e a pós-exposição, depois de avaliação profissional.

A profilaxia pré-exposição deve ser indicada para pessoas com risco de exposição permanente ao vírus da raiva, durante atividades ocupacionais exercidas por profissionais como veterinários. Já em caso de pós-exposição, devem ser avaliadas de acordo com as características do ferimento e do animal envolvido.

Raiva humana em 44 anos

O paciente está internado em uma unidade de saúde pública do DF, tem entre 15 e 19 anos e está em estado grave. A pasta confirmou, na tarde dessa terça, que ele reside no DF e foi arranhado por um gato em 25 de maio. Em 15 de julho, ele começou a sentir os sintomas da raiva, como febre e dor nos olhos.

Até então, o único caso de raiva humana no Distrito Federal havia sido registrado em 1978. A última ocorrência diagnosticada da doença em cães aconteceu em 2000 e, em gatos, em 2001. O vírus rábico circula no DF em morcegos, em bovinos, equídeos e outros animais.

O vírus da raiva fica presente na saliva de animais infectados e é transmitido, principalmente, por meio de mordidas. Eventualmente, arranhões e lambidas de mucosas ou em pele lesionada também podem provocar a infecção. A vacina contra a doença em humanos é disponível apenas após exposição ao risco.

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