Quem são ex-militar da FAB e pai que vendiam pacote de TV clandestino

Eles comercializavam serviço ilegal de TV por internet por meio das redes sociais. O valor variava entre R$ 17 e R$ 35

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
Quem são ex-militar da FAB e pai que vendiam pacote de TV clandestino 1
1 de 1 Quem são ex-militar da FAB e pai que vendiam pacote de TV clandestino 1 - Foto: Reprodução

Policiais civis da Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV), da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor e Fraudes (Corf), prenderam pai e filho suspeitos de operar um esquema ilegal de comércio de pacotes de TV via internet. Os alvos da operação foram identificados como Reginaldo Reis da Cruz, 47 anos, e o ex-militar da Força Aérea Brasileira (FAB), Henrique Cardoso Reis da Cruz, 26 anos (fotos em destaque).

Veja imagens da operação:

Quem são ex-militar da FAB e pai que vendiam pacote de TV clandestino - destaque galeria
6 imagens
Computador dos investigados
Casa dos investigados
Quem são ex-militar da FAB e pai que vendiam pacote de TV clandestino - imagem 4
Os anúncios
Planos para os clientes
Momento da prisão
1 de 6

Momento da prisão

Reprodução / PCDF
Computador dos investigados
2 de 6

Computador dos investigados

Reprodução / PCDF
Casa dos investigados
3 de 6

Casa dos investigados

Reprodução / PCDF
Quem são ex-militar da FAB e pai que vendiam pacote de TV clandestino - imagem 4
4 de 6

Os anúncios
5 de 6

Os anúncios

Planos para os clientes
6 de 6

Planos para os clientes

A investigação teve início a partir de denúncias sobre a oferta de canais pagos de forma clandestina, com valores cobrados mensal, trimestral e anualmente.

O responsável pelo esquema, conhecido pelo nome comercial RegisTV, confirmou ser o criador e administrador do domínio eletrônico, hospedado em servidor estrangeiro e utilizado como plataforma para comercialização de pacotes ilegais de TV por internet.

Reginaldo criou o esquema em meados de 2023, após adquirir, em fóruns e grupos especializados, chamados “painéis de distribuição” de listas IPTV (televisão via internet) — conhecidos no mercado paralelo como listas M3U.

Inicialmente revendedor de uma TV por assinatura legalizada, o suspeito passou a vender os pacotes diretamente ao público, criando uma base de clientes que chegou a 160 assinantes ativos no último semestre. Os valores pagos pelos assinantes variaram entre R$ 17 e R$ 35, podendo chegar ao valor de R$ 200 pelo plano anual.

Henrique, por sua vez, serviu por seis anos como cabo. Após deixar a carreira militar, ele passou a ajudar nas atividades de IPTV, gerenciando uma carteira menor, com cerca de 30 clientes ativos.

Eles recebiam os pagamentos via Pix, configurando crimes de violação de direitos autorais e exploração clandestina de serviços de telecomunicações. Ambos estavam desempregados e utilizam o esquema como fonte de renda.

A dupla conseguiu burlar o sistema de segurança dos provedores das emissoras para disponibilizar a programação aos assinantes.

“O pai criou uma plataforma na internet para disponibilizar os canais. Por meio do WhatsApp e do Telegram, eles divulgavam os serviços de venda. A pessoa que se interessava entrava em contato, e eles encaminhavam um link de um aplicativo. O usuário baixava esse aplicativo e, por meio de login e senha, tinha acesso a vários canais de TV aberta, fechada, filmes, séries e pay-per-view”, detalhou o delegado Ricardo Villafane, da Divisão de Análise de Crimes Virtuais.

Central de atendimento

Pai e filho também eram os responsáveis pelo atendimento remoto aos clientes, por meio de uma central que funcionava na residência deles, em Samambaia Norte.

“Eles não tinham receio de divulgar o serviço nas redes sociais. Em nenhum momento tentaram esconder suas identidades, forneciam seus nomes e até os próprios números de telefone. Os pagamentos também eram feitos diretamente em suas contas pessoais. Agiam de maneira muito acintosa e transparente”, comenta Villafane

O líder do esquema afirmou à polícia que faturava, em média, R$ 2 mil mensais. Ele admitiu que tinha ciência de que o serviço era irregular e não possuía autorização da Anatel, nem das empresas detentoras de direitos autorais.

Entretanto, acreditava que a prática era “tolerada” ou “comum” entre usuários e revendedores, uma vez que observava a ampla divulgação de serviços similares na internet e em redes sociais.

Ele também afirmou que nunca registrou a empresa formalmente junto à Junta Comercial ou Receita Federal com o objetivo de ocultar a verdadeira natureza das operações, nem chegou a criar CNPJ para o negócio ilegal.

Reginaldo e Henrique tiveram uma fiança arbitrada em R$ 3 mil e vão responder ao processo em liberdade. As investigações seguem para periciar os equipamentos utilizados pelos dois, além de identificar os usuários que se beneficiaram com o serviço.

Eles foram autuados com base no Art. 183 da Lei Geral de Telecomunicações (Lei nº 9.472/1997), cuja pena prevista é de dois a quatro anos de detenção, além de multa.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?