Quatro meses após ser desalojado, projeto social segue parado no DF

Gravura em Foco deixou o Museu Vivo da Memória Candanga em junho depois de uma ordem de interdição; espaço passará por uma reforma

atualizado

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Isabella Wagner/Metrópoles
Foto de casinha
1 de 1 Foto de casinha - Foto: Isabella Wagner/Metrópoles

Pouco mais de quatro meses após ser obrigado pela Defesa Civil a deixar o Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante (DF), o projeto social Gravura em Foco continua com suas atividades paradas. A casa laranja onde ocorriam as aulas foi interditada e o museu passará por reforma. Enquanto isso, nenhum local foi oferecido para que o projeto possa continuar com suas atividades.

A interdição ocorreu em 18 de junho, com base em um laudo emitido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) de março. Na época, os documentos pediam a saída imediata dos alunos bem como os materiais disponibilizados gratuitamente para o funcionamento das aulas.

De acordo com o Gravura em Foco, a renovação do espaço era feita há cada 6 meses pelas professoras do ateliê desde 2013. Este ano, a solicitação de renovação ocorreu em janeiro, mas a gerência do museu não assinou o termo. O grupo também afirmou que, em 2017, a casinha rosa, onde funcionavam as atividades na época, também precisou passar por reforma, mas eles foram realocados imediatamente.

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Atividades eram oferecidas de forma gratuita
Contudo, participantes acabaram desalojados
Oficinas ocorriam no Museu Vivo da Memória Candanga
Projeto Gravura em Foco
Exposição de gravuras produzidas pelos participantes
Gravuras produzidas pelos participantes
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Gravuras produzidas pelos participantes

Talita Castellar/Reprodução
Atividades eram oferecidas de forma gratuita
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Atividades eram oferecidas de forma gratuita

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Contudo, participantes acabaram desalojados
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Contudo, participantes acabaram desalojados

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Oficinas ocorriam no Museu Vivo da Memória Candanga
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Oficinas ocorriam no Museu Vivo da Memória Candanga

Talita Castellar/Reprodução
Projeto Gravura em Foco
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Projeto Gravura em Foco

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Exposição de gravuras produzidas pelos participantes
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Exposição de gravuras produzidas pelos participantes

Ateliê Gravura em Foco/Reprodução
Alunos e professores na oficina Gravura em Foco
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Alunos e professores na oficina Gravura em Foco

Ateliê Gravura em Foco/Reprodução
Participantes estão sem local para dar continuidade às atividades
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Participantes estão sem local para dar continuidade às atividades

Ateliê Gravura em Foco/Reprodução
Oficina Gravura em Foco
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Oficina Gravura em Foco

Ateliê Gravura em Foco/Reprodução
Atividades contavam com voluntários
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Atividades contavam com voluntários

Ateliê Gravura em Foco/Reprodução
Criadores das obras podiam receber pela venda delas em exposições
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Criadores das obras podiam receber pela venda delas em exposições

Ateliê Gravura em Foco/Reprodução
Alunos e professores em frente à Casa Laranja do ateliê Gravura em Foco
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Alunos e professores em frente à Casa Laranja do ateliê Gravura em Foco

Ateliê Gravura em Foco/Reprodução
Oficina de gravura
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Oficina de gravura

Ateliê Gravura em Foco/Reprodução
Casa Laranja, onde funcionava a oficina de gravura
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Casa Laranja, onde funcionava a oficina de gravura

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Espaço foi interditado pela Defesa Civil
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Espaço foi interditado pela Defesa Civil

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Aluno Fernando Pedra, integrante do Gravura em Foco, exibe camisa com estampa feita por ele
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Aluno Fernando Pedra, integrante do Gravura em Foco, exibe camisa com estampa feita por ele

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A Secretaria de Cultura informou que a renovação para a autorização do funcionamento da oficina no museu não foi feita. Ainda justificou que as casinhas do museu onde aconteciam diversas atividades precisam de manutenção frequente e, às vezes, o fechamento é temporário. Segundo a pasta, os materiais da oficina ainda permanecem no local, o que atrasa o cronograma das obras.

O ateliê disse que eles não possui lugar para guardar os materiais, entre prateleiras, armários, tintas, tesouras, frigobar e uma prensa de gravura, e que precisa de ajuda para transferir o material devido ao peso.

Reformas

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desembolsou R$ 500 mil para reformas no Museu Vivo da Memória Candanga. A iniciativa faz parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que investiu R$ 1,4 milhão do Tesouro Nacional para reformar três projetos arquitetônicos de Brasília: a Praça dos Três Poderes, o Catetinho e o museu.

O Metrópoles entrou em contato com o Iphan, que disse que o projeto de obras se dará em cooperação com a Novacap e que já está na fase inicial de instrução do processo licitatório para a contratação do escritório de arquitetura responsável pela elaboração. Para o caso do museu, a previsão é de que essa licitação seja lançada ainda este ano. O prazo estimado para a realização e conclusão das obras é de 11 meses.

Leia a nota da Secretaria de Cultura, na íntegra

Em relação às informações solicitadas, esclarecemos que a autorização de uso da oficina “Gravura em Foco” venceu, e a não renovação se deu por orientação da Defesa Civil e também por questões administrativas internas da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF).

É importante destacar que o Museu Vivo da Memória Candanga é composto por edificações em madeira, originalmente provisórias, que exigem manutenção periódica e, por vezes, fechamento temporário para execução de obras de restauro e conservação. Trata-se de um tipo construtivo que, por sua própria natureza, demanda esse cuidado constante. Tal ação já aconteceu anteriormente, sem intercorrências.

A Secec-DF obteve, há poucas semanas, parte dos recursos oriundos do programa federal PAC Seleções, destinados à recuperação das Casas Amarela e Laranja do Museu Vivo da Memória Candanga, que abrigarão as futuras oficinas do espaço após a restauração.

A Secretaria firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a Novacap, uma vez que a Secec-DF não possui corpo técnico próprio de engenheiros e arquitetos, para elaboração dos projetos e condução dos trâmites de obra. O orçamento já foi concluído e o Termo de Referência está em fase final de elaboração para licitação. A licitação, contratação, acompanhamento e fiscalização dos trabalhos serão de responsabilidade da Novacap. O prazo estimado para que o projeto esteja concluído é de cerca de seis meses.

Foram realizados escoramentos e manutenções preventivas nas estruturas. Entretanto, novas intervenções não puderam ser executadas porque o espaço não foi desocupado pelos antigos ocupantes, mesmo após o término do direito de uso. Ressaltamos que a permanência indevida e a recusa na retirada de objetos e materiais por parte dos responsáveis têm atrasado o cronograma de intervenções previsto para o local.

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