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Distrito Federal

Quadrilha do DF aplicava golpe em seguros destruindo lanchas e carros de luxo

De acordo com as investigações, estima-se que, nos últimos dois anos, o bando tenha faturado cerca de R$ 2 milhões forjando acidentes

15/12/2020 06:50, atualizado 15/12/2020 09:46
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Reprodução
lancha incendiada

Nas primeiras horas desta terça-feira (15/12), equipes da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagraram a Operação Navio Fantasma para desarticular uma associação criminosa especializada em forjar acidentes automobilísticos e receber altos valores pagos pelas seguradoras. Em um dos golpes, o bando explodiu uma lancha de 50 pés avaliada em R$ 750 mil.

A força-tarefa cumpre 12 mandados de busca e apreensão nas regiões do Lago Sul, da Asa Norte, de Vicente Pires, Taguatinga, do Guará, de Águas Claras e do Núcleo Bandeirante. De acordo com as diligências da Coordenação de Repressão a Crimes Patrimoniais (Corpatri), os investigados agiram nos últimos dois anos e forjaram dezenas de acidentes envolvendo BMW, Porsche, entre outros. No total, foram destruídos 10 veículos.

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As apurações da DRF apontaram que os acidentes forjados ocorreram no setor de Clubes Esportivos Sul e na DF-140, nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, sempre durante a madrugada. Em todos, houve choque proposital da coluna central dos veículos, dano estrutural que conduz necessariamente à perda total.

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BMW sofreu perda total
Bandidos forjavam acidentes de carro
Quadrilha teria faturado cerca de R$ 2 milhões com golpes nas seguradoras
Lancha foi usada pelos criminosos para receber dinheiro do seguro
Embarcação foi incendiada em Corumbá (GO)
Criminosos incendiaram lancha avaliada em R$ 750 mil
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Criminosos incendiaram lancha avaliada em R$ 750 mil

BMW sofreu perda total
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BMW sofreu perda total

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Bandidos forjavam acidentes de carro
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Bandidos forjavam acidentes de carro

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Quadrilha teria faturado cerca de R$ 2 milhões com golpes nas seguradoras
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Quadrilha teria faturado cerca de R$ 2 milhões com golpes nas seguradoras

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Lancha foi usada pelos criminosos para receber dinheiro do seguro
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Lancha foi usada pelos criminosos para receber dinheiro do seguro

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Embarcação foi incendiada em Corumbá (GO)
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Embarcação foi incendiada em Corumbá (GO)

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À época do caso, lancha passou por perícia
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À época do caso, lancha passou por perícia

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Carro usado por criminosos
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Carro usado por criminosos

PCDF/Divulgação
Lancha destruída

Para dificultar a investigação da PCDF, os registros dos acidentes eram feitos na Delegacia Eletrônica, e os bandidos se revezavam na condição de condutor, segurado (contratante), terceiro envolvido e recebedor da indenização. Com o mesmo objetivo, o grupo criou cinco empresas de fachada, em nome das quais eram registrados os veículos.

Especializado na simulação de acidentes automobilísticos, o bando inovou em 2019 e incendiou uma embarcação de 50 pés, obtendo vantagem indevida de R$ 750 mil. A lancha foi incendiada em 11 de dezembro do ano passado, por volta das 20h, às margens do Lago Corumbá, em Caldas Novas (GO).

Apesar da chegada do Corpo de Bombeiros e de uma ação rápida, a embarcação de luxo ficou destruída. A apuração envolvendo a lancha também contou com o apoio da Marinha do Brasil.

Modus operandi

A logística usada pela associação criminosa era simples: primeiro, os investigados adquiriam veículos importados de difícil comercialização. Logo depois, contratavam seguros novos, com valor de indenização correspondente à Tabela Fipe. Em seguida, forjavam colisão proposital dos veículos, resultando em perda total.

Por último, o condutor que contratava o seguro assumia a culpa pelo acidente, para viabilizar o pagamento dos danos do outro veículo envolvido na colisão, cujo motorista também integrava a associação criminosa. Com isso, operava-se o recebimento dos valores do seguro, baseados na Tabela Fipe, que são superiores aos valores de aquisição dos automóveis.

“O mercado segurador está começando a perceber que, diante da indicação de fraude, além da recusa de pagamento da indenização, é necessária a comunicação à polícia judiciária. Atualmente, as empresas de seguro demoram muito a fornecer as informações. São mal assessoradas. Deveriam ser ágeis na prestação das informações requisitadas, mas não é o que acontece”, ressalta o diretor da DRF, delegado Fernando Cocito.