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O grupo de transição do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) vai encaminhar, ainda em 2018, à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) o projeto de lei que definirá a metodologia para a escolha de administradores regionais. A proposta visa estabelecer os critérios para a participação popular na seleção dos nomes.

O vice-governador eleito Paco Britto (Avante) afirmou, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (6/12), que o texto já está na terceira versão. Até que seja implementado o processo seletivo, Ibaneis deve nomear os “gestores-tampões”. “A equipe vai escolher os administradores temporários com ajuda de partidos políticos e da sociedade civil organizada”, afirmou o coordenador da transição.

A eleição para o cargo foi uma das promessas de campanha de Ibaneis. O futuro chefe do Palácio do Buriti disse, em novembro, que o tema precisa de atenção especial. “Vou cuidar pessoalmente do assunto. Eu mesmo vou escolher quem vai administrar cada cidade, após conversar com todos os partidos e representantes das regiões”, explicou o emedebista, na época.

Fim da transição
A equipe de Ibaneis quer finalizar os trabalhos até 18 de dezembro, dois dias antes do prazo inicial. Dos 60 grupos temáticos, 43 finalizaram suas pesquisas e apresentações com metas para a gestão. “Estamos trabalhando muito aqui. Está havendo um sacrifício grande e agradeço a todos”, afirmou Paco Britto.

Na coletiva, o futuro número dois do Palácio do Buriti fez um balanço das atividades. Para o planejamento foram necessárias informações, dados e cessão de servidores do Governo do Distrito Federal (GDF). Em cerca de 30 dias, a equipe enviou 182 ofícios, mas nem todos foram respondidos, diz o coordenador.

Segundo Paco, a maior dificuldade é realizar as análises dos projetos em menos de dois meses. Ele explica que a primeira etapa, já concluída, foi de diagnóstico. “Faltam análise da estrutura e 20 grupos, praticamente.”

No último mês, foram realizadas 645 reuniões das equipes de trabalhos. O site criado para colher  a opinião da população registrou 9 mil visualizações, 2,7 mil sugestões e acessos em 10 países.

Estrutura
Sobre remodelação da estrutura de governo, Paco reforçou que serão cortados em torno de 20% a 30% dos cargos comissionados. “Não corre risco de faltar gente. Há um inchaço da máquina. Haverá redução de gasto com pessoal”, afirmou.

Ele confirmou, ainda, que a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) ficará com a Secretaria de Fazenda.