Programa habitacional do GDF está empacado em Samambaia
Com previsão inicial de 1 mil imóveis anunciados em 2008, Projeto H4 só entregou 128 unidades. Em alguns casos, obras foram paralisadas em 2013

Desde 2008, Reinaldo Rodrigues, 37 anos, sonha com a casa própria. Quando o GDF lançou o Minha Casa, Minha Vida/Morar Bem em Samambaia, em parceria com o governo federal, o servidor público correu para se inscrever. Oito anos após o programa habitacional ser anunciado, quem apostou na iniciativa se divide em dois grupos. Um deles reúne as famílias que conseguiram pegar as chaves e hoje moram na região. O outro ainda aguarda o capítulo final da novela, que não tem data para acabar.

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Ver todasDas 1.008 unidades que seriam construídas, apenas 128 foram entregues. Outras 728 estão em obras, mas sem data para a entrega. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) espera resolver a situação desses imóveis até o próximo ano.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFNo entanto, as famílias que esperam os cerca de 150 apartamentos restantes são as mais angustiadas, pois a construção dessas habitações foi interrompida e não existe sequer previsão para a retomada das obras.
Entrada de R$ 14 mil
Reinaldo Rodrigues está justamente no grupo de quem não tem ideia de quando poderá realizar o sonho da casa própria. Ele pagou R$ 14 mil de sinal por um apartamento do Residencial Dias de Oliveira, na QR 110, em Samambaia Sul, que integra o projeto habitacional do GDF. Mas poucos meses depois, a construção do edifício foi interrompida, com apenas 29% concluídos.
Segundo Rodrigues, ele e os demais beneficiários do programa foram informados de que era preciso promover uma adaptação na obra, reduzindo a quantidade de apartamentos no edifício. Mas até agora, nada foi feito.
Procurada pela reportagem, a Codhab confirma a situação. “O Residencial Dias de Oliveira teve a contratação da obra em 21 de junho de 2013, com a mesma paralisada meses depois. Para a retomada dos serviços, é necessário superar uma adequação no projeto, que reduz a quantidade de unidades habitacionais de 60 para 50”, disse a companhia, por meio de nota.
Ou seja, famílias que estão esperando por uma casa há oito anos vão ficar sem os imóveis porque eles resolveram reformular o projeto. Como não decidiram isso antes? Por que demorou tanto tempo para chegarem a essa conclusão?
Reinaldo Rodrigues, servidor público
Na próxima segunda-feira (10/10), haverá uma reunião entre a Codhab, os futuros moradores, a construtora responsável pelas obras e a Caixa Econômica Federal — que financiará os apartamentos. No entanto, Rodrigues não acredita que algo mudará. “Depois de tanto tempo, acho que nada vai mudar. E continuamos no prejuízo.”



