Professor que estuprou a filha ainda não foi exonerado pela Educação

O homem se entregou dois dias depois da PCDF divulgar a identidade dele; ele foi condenado a 16 anos de prisão

atualizado

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Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total
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O professor de educação básica da rede pública de ensino do Distrito Federal (DF) condenado a 16 anos de prisão pelo estupro de vulnerável contra a própria filha, de apenas 8 anos, se entregou dois dias após ter foto e nome divulgados pela Polícia Civil do DF (PCDF). Porém, até o momento, o docente ainda não foi exonerado pela Secretaria de Educação do DF.

O homem chegou a ser dado como foragido pela polícia em 12 de fevereiro, mas se entregou na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) dois dias depois e foi recolhido para o Sistema Penitenciário. A PCDF informou que ele se apresentou junto ao advogado e não ofereceu nenhum tipo de resistência à prisão.

Para preservar a identidade da vítima, o Metrópoles não irá revelar o nome e a imagem do acusado. Segundo a PCDF, o professor possui diversas ocorrências de importunação sexual contra mulheres que teriam sido apalpadas pelo homem em bares. A reportagem também colheu a informação de que o Conselho Tutelar recebeu queixas de estudantes da rede pública contra o professor.

Procurada, a Secretaria de Educação do DF informou que há um procedimento disciplinar em sigilo contra o servidor. “No que tange às competências correcionais, esta Corregedoria esclarece que o caso encontra-se em apuração, por meio de procedimento sigiloso, na forma da legislação aplicável. Procedimentos disciplinares são conduzidos sob sigilo, por força do disposto na Instrução Normativa”, disse a secretaria.

Apesar disso, ao tomar conhecimento do caso, a secretaria já havia afastado o professor das salas de aula. “O servidor foi devolvido para a área central da secretaria e não está mais exercendo atividades na escola nem em outras salas de aula”.

À época, o órgão ressaltou também que “repudia veementemente qualquer prática de violência e reafirma seu compromisso com a integridade, a segurança e a proteção dos estudantes e de toda a comunidade escolar”.

Uma semana antes de ser preso, o servidor que recebeu salário bruto de R$ 12.697 havia tido uma progressão salarial. O cadastro do professor segue ativo como servidor no Portal da Transparência do Distrito Federal.


Mais detalhes:

  • O caso veio à tona na quinta-feira (12/2) e é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
  • Segundo a polícia, o docente cometeu o crime em 2021.
  • A coluna Na Mira apurou que ele abusava da filha fazendo atos obscenos e esfregando o pênis na criança enquanto ela dormia.
  • O pai ainda se masturbava na frente dela e pedia para que ela tocasse no órgão genital dele.
  • O professor também é acusado de assediar mulheres em um bar da Asa Sul. Na ocasião, ele teria apalpado as partes íntimas das vítimas.

 

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