Preso eletrocutado na Papuda matou cadeirante em assalto a ônibus
Kleilson Sales Araújo, 38 anos, atirou no peito de Marcílio Pereira durante assalto a um ônibus, em 29 de outubro de 2019, em Planaltina
atualizado
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O presidiário encontrado eletrocutado e sem vida dentro da cela, no Complexo Penitenciário da Papuda, no último domingo (19/04), era o assaltante Kleilson Sales Araújo, 38 anos. Ele aguardava julgamento no Centro de Internamento e Reeducação (CIR) por ter matado o cadeirante Marcílio Pereira da Silva Neto, 57, durante assalto a um ônibus, em 29 de outubro de 2019.
O ladrão era interno do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) quando saiu pra trabalhar e decidiu assaltar o ônibus no qual estava a vítima.
O corpo do criminoso foi encontrado por policiais penais caído no chão da cela, por volta de 16h. A 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) abriu inquérito para apurar as circunstâncias do óbito. O assaltante dividia o espaço com pelo menos outros oito detentos.
O delegado-chefe da 30ª DP, Erico Mendes, confirmou que o inquérito foi instaurado para apurar o ocorrido e que outros detentos que cumpriam pena na cela serão ouvidos em depoimento no decorrer dos próximos dias.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que “a morte ocorreu por volta de 16h, quando era realizada a inspeção vespertina no CIR. O detento foi encontrado no chão da cela, com sinais de eletrocussão”.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados e, quando chegaram à unidade, ainda tentaram reanimar o interno. A cela passou por perícia da Polícia Civil.

O crime
Marcílio Pereira morreu após reagir a um assalto no ônibus da linha 640.2. Imagens da câmera de segurança de um outro coletivo, que vinha atrás, mostraram, na época, o momento em que Kleilson abre fogo e depois desce do veículo.
Pereira seguia para uma igreja católica no Plano Piloto quando o bandido entrou no veículo, na BR-020, altura de Sobradinho, e anunciou o roubo.
Ele reagiu agarrando as pernas do suspeito e levou um tiro no peito. Logo em seguida, o presidiário fugiu do local com a ajuda de um comparsa, que o esperava na rodovia, em uma motocicleta. Na ocasião, policiais civis tiveram acesso a uma gravação, onde era possível ver Kleilson com um boné e uma sacola na mão, onde estariam os pertences roubados dos passageiros.
Na época do crime, a família da vítimas informou não ter sido a primeira vez que o cadeirante reagiu a um assalto. “A gente tentava falar, mas meu tio dizia que nunca ia deixar o assaltarem. Das outras vezes, os bandidos só bateram nele. Agora, não teve sorte”, contou uma sobrinha.
Marcílio, segundo a sobrinha, sofria de distúrbios mentais e morava com a irmã e a mãe, que tem de Alzheimer.













