Pontos da Esplanada são iluminados com mensagens de apoio à causa LGBT

Textos foram expostos na noite dessa quarta-feira (2/1). Iniciativa foi da organização All Out

atualizado 07/01/2019 15:17

Alguns pontos da Esplanada dos Ministérios foram cobertos, na noite dessa quarta-feira (2/1), de projeções com dizeres a favor do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). A iniciativa foi da All Out, uma organização que desenvolve campanhas em defesa dos direitos LGBT+ no Brasil e no mundo todo. A ação foi planejada em dezembro de 2018 e realizada por meio de financiamento coletivo.

As projeções começaram por volta das 20h e duraram cerca de 2 horas. Três pontos foram iluminados: na via S1, em uma parede lateral da Catedral; no prédio onde funcionava o Ministério de Direitos Humanos; e no Congresso Nacional.

“O Brasil já é um país extremamente violento para pessoas LGBT+. Com um presidente eleito que diz preferir ‘um filho morto a um filho gay’, as perspectivas obviamente não são boas.” explica Leandro Ramos, diretor de programas da All Out. “A ideia de realizar a projeção em Brasília surgiu da necessidade de mandar uma mensagem de esperança e resistência, não só ao novo governo como também às milhares de pessoas LGBT+ em todo o país, que estão assustadas com o que pode acontecer nos próximos quatro anos.”

Direitos LGBT+

A medida Provisória 870, primeira assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), teria retirado da política de Direitos Humanos a ser implementada pelo novo governo todas as ações destinadas à garantia de direitos de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e demais grupos LGBTs.

No entanto, o  Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos negou a extinção da Diretoria de Promoção dos Direitos de LGBTs. Em nota, a pasta informa que o órgão terá sua vinculação transferida da Secretaria Nacional de Cidadania para a Secretaria Nacional de Proteção Global, cujo titular é Sérgio Queiroz.

“Teremos um diálogo aberto. Nenhum direito conquistado será violado”, afirmou a ministra Damares Alves. “O presidente [Jair] Bolsonaro respeitou essa estrutura. Portanto, a comunidade LGBT continua com a estrutura que tinha no ministério”, argumentou a titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Júlio Pinheiro, coordenador de promoção de direitos LGBTs do Ministério dos Direitos Humanos, também explica que a informação veiculada nas redes sociais e meios de comunicação está incorreta. Ele afirma que a diretoria da área estará no governo Bolsonaro, como parte da Secretaria Nacional de Proteção Global. Toda a estrutura do governo anterior será mantida.

Júlio ressalta, ainda, que essa minoria nunca teve uma secretaria em nenhum governo no Brasil. Dessa forma, nada foi retirado e, nesse ponto, não houve retrocesso.

“É uma desinformação que estamos tentando conter, pois empodera quem é contra as minorias, na prática de violência. Por questões como essa, é muito importante sempre checar a fonte”, diz o coordenador.

 

 

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