“Não estou na Câmara para fazer amizade”, diz Reginaldo Veras

Com 27.998 votos, o parlamentar foi o terceiro mais bem votado nas eleições de 2018 e conquistou o segundo mandato na Câmara Legislativa

atualizado 21/11/2018 16:53

Daniel Ferreira/Metrópoles

O deputado distrital Reginaldo Veras (PDT) afirmou durante entrevista ao Metrópoles, na tarde desta quarta-feira (21/11), que manterá atuação independente na Câmara Legislativa do DF. Com 27.998 votos, o pedetista foi o terceiro mais bem votado nas eleições de 2018 e conquistou seu segundo mandato. “Não estou na Câmara Legislativa para fazer amigos. Defendo minhas ideias e é por isso que meu eleitor me colocou lá”, afirmou.

Veras ressaltou sua atuação como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no último biênio e disse que focou a atuação em não deixar passar projetos inconstitucionais. “Vamos terminar com um número muito menor de questionamentos. Durante meu mandato, mesmo sendo duro nas minhas posições, consegui dialogar com meus colegas”, disse.

O deputado não apoiou Ibaneis Rocha (MDB) na campanha eleitoral e afirmou agora que não fará parte do grupo governista. “Ninguém manda em mim, só minha mulher e minha filha. Não serei oposição por ser oposição, isso é estar preocupado com posições político-partidárias. Se ser base é fazer da CLDF um puxadinho do Buriti, também não serei. Vou ser independente. O que julgar ser ruim, vou para o embate até o final.”

Assista à entrevista: 

Veras nasceu em 2 de janeiro de 1973, em Crateús (CE). Mudou-se para o Distrito Federal quando tinha 3 anos, junto aos quatro irmãos e os pais. Com formação em geografia, ministrou aulas em escolas públicas de Ceilândia durante 23 anos. Na entrevista ao Metrópoles criticou severamente o projeto Escola Sem Partido.

“É uma aberração: um monte de gente que nunca foi professor, não sabe como funciona uma sala de aula, quer impor sua visão de mundo aos outros”, disse. “É uma idiotice sem tamanho”, concluiu.

O pedetista foi o primeiro distrital a assumir publicamente o interesse em comandar a Casa a partir de 2019. Ele adota discurso de neutralidade, uma vez que não declarou apoio a nenhum dos candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF). “Nossa pré-candidatura representa a independência da Câmara”, afirmou.

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