“Escola sem Partido é antipedagógico. Sou contra”, diz Leandro Grass

Escolhido por 6.578 brasilienses, ele será o primeiro representante da Rede Sustentabilidade na Câmara Legislativa

atualizado 13/11/2018 21:32

Daniel Ferreira/Metrópoles

O deputado distrital eleito pela Rede, Leandro Grass, 33 anos, conversou com o Metrópoles na tarde desta terça-feira (13/11). Na entrevista, ele falou sobre a vontade de moralizar a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), de acabar com a verba indenizatória e tratou de projetos polêmicos.

Professor, ele conhece bem a realidade das salas de aula e fez severas críticas ao projeto Escola sem Partido: “Eu sou absolutamente contra. É inconstitucional e antipedagógico. Cria uma cortina de fumaça para os mais importantes debates que a gente precisa fazer”, afirmou.

Para Grass, o que deveria ser estimulado em sala de aula é a liberdade no ambiente escolar. Para ele, a pluralidade ajuda na formação do estudante. “Há uma tentativa de substituir o debate público, político, pelo debate moral. Falar que hoje existe doutrinação nas escolas é desconhecer como funciona uma instituição de ensino”, defendeu.

Um projeto de lei de autoria da deputada Sandra Faraj (PR) que está na CLDF impede, por exemplo, professores, coordenadores e diretores de incentivarem estudantes a participar de “manifestações, atos públicos e passeatas”. O texto proíbe a discussão em sala de aula sobre “conteúdos que possam entrar em conflito com convicções religiosas ou morais dos estudantes ou de seus pais”.

Assista à entrevista:

Fiscalização
Grass concorreu às eleições de 2018 pela chapa de Rodrigo Rollemberg (PSB), mas afirmou que não será oposição ou situação em relação à gestão de Ibaneis Rocha (MDB): “Trabalharei como fiscalizador. Não quero cargos, nem acordos. Uma coisa é compor, outra coisa é promiscuidade”, afirmou.

O professor obteve 6.578 votos em 7 de outubro. Ele será o único representante da Rede Sustentabilidade na Câmara Legislativa. “Nosso projeto será focado na ação social. Estamos ouvindo as pessoas para incorporar as opiniões da população no nosso plano de ação”, completou.

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