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Aliada do futuro presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), a deputada eleita pelo PRP no Distrito Federal, Bia Kicis, disse que o militar “não é o salvador da pátria”. A futura parlamentar concedeu entrevista ao vivo para o Metrópoles, nesta segunda-feira (5/11). “Ele é o líder de um exército de brasileiros de bem e precisará de todos nós”, completou a procuradora aposentada.

Bia foi a terceira deputada com melhor votação pelo DF, com 86.415 votos. Ela disse que pretende presidir a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa e trabalhar pela redução da maioridade penal para 16 anos e mudanças na lei de execuções penais. “Uma pessoa é condenada a 20 anos de prisão, só cumpre um sexto e vai para rua. A lei tem que ser aplicada’, afirmou.

Ela também defendeu a construção de unidades prisionais. “A bandidagem está solta e temos que tirar os bandidos da sociedade. Tem pessoas que são incorrigíveis e se forem soltas vão matar, estuprar. Sinto muito para quem fica de mimimi e passa a mão na cabeça de bandido”, afirmou.

Sobre os demais representantes do DF no Congresso Nacional, Kicis disse que prevê uma relação conflituosa. “Ninguém vai sair puxando o cabelo, mas certamente teremos uma convivência combativa. Os eleitores da [Érika] Kokay, por exemplo, esperam que ela defenda uma agenda e que tenha uma conduta que é o oposto do que esperam de mim”, disse. E completou: “O Bolsonaro terá pessoas aguerridas como eu no Congresso. Teremos a maioria”.

Assista à entrevista:

Nanica até o início de 2018, a legenda do próximo presidente elegeu 52 deputados em todo o país. Se conseguir a migração de mais cinco parlamentares, ultrapassa o PT, que contará com 56, e se torna a maior bancada da Câmara. No Senado, o PSL tem quatro representantes. Kicis é uma das que planejam passar para o partido de Bolsonaro, uma vez que o PRP não ultrapassou a cláusula de barreira.

Carreata
Após ser eleita, em 7 de outubro, Bia Kicis organizou carreata de apoio à candidatura de Bolsonaro à Presidência da República. Ela tem, no discurso, temas defendidos pelo representante nacional, como reforma tributária, privatização e mudanças na área da segurança pública.