Justiça Eleitoral analisa pedido de impugnação contra Jorge Vianna

O ex-vice-presidente do Sindate quer concorrer à Câmara Legislativa. Irregularidades na atuação do sindicalista embasam ação contra ele

atualizado 01/09/2018 8:00

Reprodução/Facebook

A Justiça Eleitoral analisa o pedido de impugnação da candidatura de Jorge Vianna (Podemos). A regularidade do pleito do ex-vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate) para concorrer ao cargo de deputado distrital é questionada por um concorrente do PSC.

O também postulante à Câmara Legislativa Pedro Paulo de Oliveira entrou com o pedido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) alegando fraude na desincompatibilização de Vianna da entidade representativa.

Em um documento robusto, com 55 páginas, Pedro Paulo – o Pepa – alega que Vianna não se afastou do Sindate no prazo previsto para a desincompatibilização. Segundo ele, a saída do ex-vice-presidente ocorreu só no papel.

Na peça, são anexadas diversas fotos, prints de vídeos e encontros nos quais Vianna aparecia representando o Sindate em data posterior ao período de desincompatibilização.

Além disso, ele alega “uso da máquina sindical e do dinheiro daquela entidade para
promoção pessoal e política durante a pré-campanha e durante a campanha”. O texto ainda traz fotos de carros do sindicato adesivados com o nome de Vianna. Há também a acusação de captação ilícita de sufrágio após a convenção partidária.

Veja trecho do documento:

ReproduçãoVianna é braço direito do candidato ao Palácio do Buriti Rogério Rosso (PSD). Em todas as agendas, eles andam juntos, conversam ao pé do ouvido, trocam detalhes das andanças. Rosso, inclusive, doou R$ 150 mil para a campanha do colega, que tem patrimônio declarado de R$ 713 mil.

Reprodução/TSE

O pedido de impugnação feito por Pedro Paulo foi protocolado em 28 de agosto na Justiça Eleitoral. Um dia depois, ele pediu para retirar a ação, mas a solicitação foi negada.  A análise continuará a ser feita.

Ações como essa são parecidas com os preceitos da Lei Maria da Penha: uma vez feita a denúncia e iniciada apuração, é difícil retirá-la.

O outro lado
Jorge Vianna negou todas as acusações. “Tenho todos os documentos que comprovam. Inclusive, estive de férias no mês de junho, motivo pelo qual não voltei ao trabalho. De lá pra cá, estou afastado para concorrer”, disse.

Segundo Vianna, os documentos de desincompatibilização são verdadeiros. “Estão protocolados na Secretaria de Saúde, que ainda não fez a publicação”, afirmou. Destacou também que não há irregularidade em carros de amigos serem adesivados.

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