Ibaneis vai dar gratificação a policiais para reabrir delegacias no DF

Emedebista disse, em fórum de governadores, dará 30% de bônus a inativos e adicional de folga aos servidores da PCDF

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 12/12/2018 17:43

O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) disse, durante o segundo Fórum de Governadores, nesta quarta-feira (12/12), que vai dar gratificação de 30% para os policiais civis e adicional de folga para quem trocar o benefício por dia de trabalho. O objetivo é recuperar o contingente nas delegacias do Distrito Federal. Quatorze unidades não funcionam no período noturno nem aos fins de semana por falta de pessoal e infraestrutura.

A gratificação será estendida aos policiais militares, mas o emedebista não revelou os valores nem os detalhes das medidas. Elas fazem parte de um plano emergencial da futura gestão. “Será detalhado pela nossa segurança pública. Tenho chamado atenção das nossas forças e da uniformização da polícia militar e civil com um comando único e próprio. Trazendo os inativos, vamos poder reabrir as delegacias dando mais segurança para a população”, disse o futuro governador

Segundo Ibaneis, essa é a forma mais barata de resolver o problema. “Há policiais muito jovens, de 45 anos, que se aposentam e querem voltar porque têm plena condição de trabalho”. O fechamento das delegacias ocorre desde setembro de 2016 e, para ser solucionado, de acordo com o Sindicato da Polícia Civil (Sinpol), é preciso aumentar o efetivo de 4,3 mil para 8 mil servidores.

Fórum
Ibaneis participou do segundo Fórum de Governadores nesta quarta-feira (12). O evento ocorreu na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Setor de Autarquia Sul, com a presença dos coanfitriões João Dória (PSDB-SP) e Wilson Witzel (PSC-RJ).

Em pauta, estavam propostas para a segurança pública, como o Fundo Nacional de Segurança e investimentos federais. Também participaram do evento os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, além do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.

Ao final do encontro, eles divulgaram uma carta com as seguintes decisões:

1) apoiar o incremento e a distribuição automática dos recursos oriundos do Fundo Penitenciário Nacional e do Fundo Nacional de Segurança Pública, propondo a melhoria da gestão e a criação de projetos-modelo de presídios no país;

2) recomendar o isolamento dos presidiários faccionados em presídios federais, reconhecendo, ainda, a necessária eficiência do sistema judiciário, com respostas rápidas no tocante à situação dos presos provisórios;

3) propor o enrijecimento das políticas de enfrentamento dos delitos de corrupção, violentos e, especialmente, os praticados por organizações criminosas, com a previsão de convênios entre a Polícia Civil e a Polícia Federal;

4) estimular o incremento da inteligência e das ações ostensivas nas fronteiras, fortalecendo os sistemas de tecnologia para a identificação da entrada de drogas e armas no território brasileiro;

5) incentivar a implantação do Banco Nacional de Impressões Digitais, buscando a resolução de crimes, em especial os de homicídio;

6) promover ações e políticas sociais, com iniciativas conjuntas do Governo Federal e dos Governos Estaduais, visando à solução dos problemas concernentes à segurança pública, à geração de empregos e à melhoria do bem-estar da população nacional.

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