Ibaneis: liberação de armas por Bolsonaro é “um erro gravíssimo”

Governador do DF promete ir na contramão do Palácio do Planalto e promover o desarmamento de civis na capital da República

MICHAEL MELO/METRÓPOLESMICHAEL MELO/METRÓPOLES

atualizado 23/05/2019 17:41

O governador Ibaneis Rocha (MDB) condenou a política de facilitação da posse de armas de fogo proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). O gestor do Distrito Federal chamou o movimento do Palácio do Planalto de “um erro gravíssimo”. A declaração foi feita na manhã desta quinta-feira (23/05/2019), no Palácio do Buriti, quando o emedebista assinou decreto para retirar das ruas e desarmar policiais civis, militares, agentes penitenciários e bombeiros envolvidos em processos da Lei Maria da Penha.

“Na linha contrária do que defende o presidente da República. Respeito muito a posição dele, mas eu acho que armar a população é um erro gravíssimo. Arma nunca resolveu o problema de vida de ninguém. Até porque nós, cidadãos de bem, não temos o costume de atirar. Não temos o preparo para andar armados. Agora, o bandido tem. Temos que nos preocupar em correr atrás do desarmamento dos bandidos”, pontuou.

Segundo Ibaneis, a determinação do Palácio do Buriti é restringir categoricamente o uso de armas, dentro dos limites legais. “E dificultar o máximo possível o ingresso delas no DF”. O emedebista foi um dos signatários da carta aberta de governadores criticando as medidas adotadas pelo Governo Federal para facilitar a posse de armas.

Além de retirar as armas dos servidores das forças de segurança indiciados na Lei Maria da Penha, o governador planeja lançar um programa de acompanhamento psicológico para a reabilitação desse contingente. “Vou assinar quantos decretos forem necessários para desarmar a população do DF”, afirmou Ibaneis.

Nesta semana, o DF registrou o 13º caso de feminicídio ocorrido em 2019 na capital do país. O agente da PCDF Sérgio Murilo dos Santos, 51 anos, entrou na Sede II da Secretaria de Educação, localizada na 511 Norte, e atirou três vezes contra a professora Debora Tereza Correa, 43. A arma usada foi uma pistola .40, de uso restrito das forças de segurança.

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