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Política

GDF destinou apenas 18% de recursos de programa à PMDF e Bombeiros

O documento, elaborado pelo conselheiro-relator, Márcio Michel, indica ter havido falta de prioridade da atual administração na área

Saulo Araújo22/11/2018 19:36, atualizado 22/11/2018 19:54
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Rafaela Felicciano/Metrópoles/Foto ilustrativa
viatura da PM

A sensação de insegurança sentida pela população do Distrito Federal pode ser resultado do baixo investimento do governo local no combate à criminalidade. Conforme o Relatório Analítico e Projeto de Parecer Prévio, do Tribunal de Contas do DF (TCDF)  — que aprovou, com ressalvas, nesta quinta-feira (22/11), as contas do terceiro ano da administração de Rodrigo Rollemberg (PSB), o GDF destinou somente 18% do orçamento previsto no programa Segurança Pública com Cidadania à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros.

O documento, elaborado pelo conselheiro-relator, Márcio Michel, indica ter havido falta de prioridade da atual administração em uma das áreas mais sensíveis do governo.

“Considerando a execução orçamentária do programa em voga, mormente de ações que teriam o condão de impactar na redução da criminalidade e aumento da sensação de segurança, os números revelam que a prioridade dada a esses objetivos não encontram sustentação na realidade fática, em razão da reduzida destinação de recursos para execução de serviços voltados a essa finalidade”, destaca um dos trechos.

Apesar das críticas relacionadas ao baixo investimento, o relatório diz “merecer destaque a redução nos crimes violentos letais intencionais, que chegou ao menos valor desde 2001”.

Sistema prisional afetado
Em agosto, o Metrópoles mostrou que a baixa execução orçamentária, segundo o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), também afetou o sistema prisional.

O Ministério Público ressaltou que a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP) tem, desde 2013, R$ 133 milhões disponíveis, por meio de convênio, para a reforma de quatro Centros de Detenção Provisória dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. Ainda assim, cinco anos se passaram e nenhum centavo sequer foi aplicado.