Em esforço para limpar a pauta, CLDF mantém 10 vetos de ibaneis
Com a medida, proposições dos próprios parlamentares foram soterradas na tarde desta quarta-feira
Durante a sessão remota desta quarta-feira (27/05), os deputados distritais apreciaram vetos do governador Ibaneis Rocha (MDB) a projetos e emendas aprovados na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ao todo, 10 vetos foram mantidos e dois derrubados nesta tarde. As matérias apreciadas fazem parte do esforço de limpar a pauta da Casa.
Os vetos, além de algumas moções e requerimentos já presentes na ordem do dia, foram os únicos itens analisados pelos distritais. Isso, porque, na semana passada, a inclusão do Projeto de Resolução 40/2020, que continha a emenda de plano de saúde a ex-distritais e ex-comissionados foi colocada em votação sem prévio acordo, causando mal estar entre os parlamentares e a sociedade, além do adiamento da análise de proposições barradas por Ibaneis.
Assim, ficou mantido veto ao projeto que cria os pontos de apoio para caminhoneiros do Distrito Federal. A proposta do distrital Valdelino Barcelos (PP) foi considerada inconstitucional pelo Poder Executivo, que argumentou a obrigatoriedade de prazos e de repasse da estrutura construída pelo Poder Público aos motoristas.
Perdeu a validade artigo do Projeto de Lei 293/2019, que retirava de ruas, praças, pontes e similares o nome de figuras que comprovadamente tenham participado de torturas e assassinatos durante a ditadura militar, entre os anos de 1964 e 1985. Com isso, apenas a partir da lei, proposta por Fábio Felix (PSol), será proibido “batizar” esses locais com nome de pessoas apontadas como torturadoras pela Comissão Nacional da Verdade.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesFoi mantido veto a projeto de autoria do deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos), que obrigava os eventos esportivos a exporem faixas de combate à discriminação e ao racismo. Também não será mais obrigatória a fixação de frases de combate aos maus-tratos a idosos nos carros do governo local, como havia proposto o vice-presidente da CLDF.
Canetadas mantidas
Apenas dois vetos foram derrubados. Um deles, ao projeto 620/2015, do deputado Agaciel Maia (PL), que torna obrigatória a instalação de tomadas antichoque em creches, escolas de ensino fundamental, hospitais e clínicas pediátricas, salões de festas infantis, espaços kids, academias e shoppings centers do DF. O outro desobrigava o governo a cobrar taxa de “pequeno valor de contribuição” sobre causas ganhas pelos contribuintes.
É um projeto que não obriga o GDF a cobrar uma taxa sobre as chamadas de “pequeno valor de contribuição”.


















