Cartório rejeita ata da reunião de diretório destituído do Pros

Justificativa para indeferimento é que grupo participante do encontro foi expulso da sigla e precisaria ser reintegrado para documento valer

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atualizado 29/01/2020 7:38

O Cartório de 1ª Ofício de Registro Civil rejeitou, nessa segunda-feira (27/01/2020), pedido de oficialização de ata de reunião da comissão executiva destituída do Pros, comandada por Eurípedes Júnior (foto em destaque). O documento foi elaborado em meio a uma crise que levou à queda do Diretório Nacional do partido.

De acordo com o documento, a reunião comandada por Eurípedes Júnior ocorreu no dia 9 de janeiro deste ano.

Para justificar a negativa, o cartório justificou que o diretório foi destituído e os membros, expulsos. A reinserção dos ex-diretores só seria possível caso fosse comprovada justa causa e que eles apresentem defesa junto às instâncias responsáveis pelo processo.

Essa é a segunda derrota na Justiça do Diretório Nacional do Pros. No último dia 20 de janeiro, o juiz Edílson Enedino das Chagas, da 23ª Vara Cível de Brasília do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), negou o pedido de reintegração e manutenção de posse da sede da Fundação da Ordem Social aos membros destituídos do Pros.

Então presidente nacional do partido, Eurípedes Júnior foi destituído do cargo após reunião do diretório nacional da sigla realizada no dia 11 de janeiro.

Por unanimidade, os integrantes da legenda aprovaram as medidas disciplinares previstas no estatuto. Para eles, a permanência de Eurípedes Júnior ficou “insustentável” após inquérito da Polícia Civil de Goiás que foi remetido à Justiça Federal, acusando o agora ex-presidente de desvio dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, além de lavagem de dinheiro.

Eurípedes ainda é investigado por denúncias de agressão à própria filha. O caso foi revelado pelo Metrópoles.

Por meio de nota, o Pros nega a rejeição e diz que, na ata do dia 10 de janeiro de reunião ocorrida no dia anterior, “o cartório simplesmente diligenciou para que fosse comprovado amplo direito de defesa de dois membros. Algo feito e já protocolado novamente”.

Destacou ainda que “um ato criminoso fez com que os invasores tivessem acesso a isso, com BO devidamente registrado e homologado”. AA ata deles sim teve diligências de mérito, além de procedimentos, mas só será possível acessa em juízo, ao contrário deles, não utilizamos de subterfúgios para acessar informações”, acrescentou.