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Distrito Federal

Policial que escoltava juiz dispara em unidade do socioeducativo no DF

O tiro, para o alto, ocorreu quando dois adolescentes caminhavam fora das celas e teve objetivo de alertá-los, segundo a Secria-DF

18/10/2018 13:21, atualizado 18/10/2018 16:17
Pedro Ventura/Agência Brasília
Unidade de Internação de Santa Maria (UISM)

Um policial civil do Distrito Federal disparou arma de fogo dentro de uma unidade de internação do sistema socioeducativo em Santa Maria (Uism). Ele fazia a segurança de um juiz eleitoral responsável pela votação no local quando atirou para o alto para conter uma suposta tentativa de fuga de dois adolescentes.

O incidente ocorreu por volta das 14h30 do último dia 7, logo depois que os internos votaram. Ninguém se feriu, pois, segundo a Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude (Secria-DF), o policial atirou para o alto, com o objetivo de alertar a dupla.

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A pasta afirmou, também, que os rapazes não tentaram escapar da Uism, apenas estavam fora de celas e passaram pelo magistrado. A versão da Polícia Civil difere: a corporação disse que “os adolescentes tentaram empreender fuga”.

“Então, os policiais deram comando para que os internos parassem de correr e se deitassem no chão. Porém, os adolescentes desobedeceram à ordem e continuaram a se movimentar na direção do magistrado. Como forma de advertência e para resguardar a integridade física dele, bem como para evitar possível fuga dos internos, os agentes da PCDF efetuaram dois disparos de arma de fogo para o alto, logrando êxito em conseguir frear o avanço dos adolescentes”, disse a PCDF.

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O disparo de arma de fogo nessas unidades é proibido pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). Inclusive, pelos agentes socioeducadores. Nesse tipo de situação, o portador da arma deve deixá-la em um departamento de segurança.

Ainda de acordo com a Secria, havia 723 internos na Uism e uma urna eleitoral no momento do incidente. A pasta disse também que, após o disparo, os menores foram contidos por agentes socioeducativos e retornaram às celas.

O Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) afirmou que o juiz escoltado é servidor da Corte local. O incidente, segundo o corregedor eleitoral, “está sob apuração”.